Continuando, a confiança que depositamos na pessoa que acabamos por intitular de 'melhor amiga(o)', essa é para mim, a mais genuína e pura confiança! Eu consigo confiar melhor os meus problemas à minha melhor amiga do que à minha mãe desde que ela começou a comportar-se assim ... Então, aqui entra também a confiança que depositamos em nossos irmãos, quer sejam mais novos ou mais velhos - Nós, automaticamente, achamos que podemos confiar! Eu confio na minha irmã mas há coisas que ela não necessita de saber pois é digno de ficar em mim ou de ser partilhado apenas com a melhor amiga(o). Outro tipo de confiança, é no namorado(a)! Aqui, as coisas confundem-se. A confiança, de que acreditamos que este não nos irá trair e a confiança que impera na melhor amiga(o). Sempre acreditei que antes de se ser namorado(a) é preciso ser-se amigo(a) e confiar, conhecer-se minimamente a pessoa com quem iremos partilhar saliva. O essencial! E depois com o tempo que se irá passar como namorados, as coisas sobre cada um, os ideiais de cada, virão ao de cima perante situações que o casal irá enfrentar! E por fim, sobra as relações que temos com os humanos que se cruzam connosco, que partilham sonhos, turmas e conhecidos. Há que ter uma confiança nestas pessoas. Uma confiança com que se inicia a partilha de coisas. Nada demais, uma confiança que não faz mal a ninguém! Já fui acusada de dar confiança demais a desconhecidos porque é isso que as pessoas de fora vêem! O que elas não vêem, é que isso faz parte! Devemos dar um sorriso mesmo que estejamos com uma vontade imensa de chorar ou até mesmo com uma raiva inexplicável. Acho que essa pessoa que não conhecemos de lado nenhum não tem que levar com a nossa má disposição para isso, estão lá aqueles em que confiamos e por quem colocamos as mãos no fogo. São esses que devem levar com o nosso mau humor, birras e com toda o nosso discurso sobre o que está mal e o que não temos culpa! Para mim, não é quem nos vê diariamente que deve levar com esse tipo de coisas mas também acho que não devemos ignorar cada ser com duas pernas que se cruza connosco com um ar taciturno e de que toda a gente nos deve e ninguém nos paga, acho que devemos sorrir e dizer 'bom dia' e isso para mim, não é confiança! É uma amostra! Acho que as miuditas de hoje em dia, confundem a popularidade com a confiança e misturam estes conceitos todos e daí saí um cocktail explosivo! E fazem de tudo para serem populares, mesmo que isso implique andarem nas bocas das pessoas pelas razões erradas! Acho que já estou a dispersar mas no fundo, tudo gira à volta da confiança porque em tudo o que façamos que incluía um terceiro, devemos ter um mínimo de confiança e daí achar que há vários tipos de confiança! E poderia continuar a falar sobre isto .. poderia estender-me à confiança em que depositamos a nível profissional mas neste campo, tenho só a experiência que os trabalhos de grupo na escola me deram e digo-vos que é bastante difícil confiar nos parceiros de trabalho quando este conta para nota e vemos que estão a usar o mínimo das suas capacidades para o sucesso do trabalho! Se pudesse faria tudo ás minhas custas, apenas confiando no meu instinto e capacidades mas como vivemos em sociedade, temos que confiar mas não significa que não podemos estar com um olho no burro e o outro no cigano ... e noutras vezes, confiar 'cegamente' porque faz parte as cabeçadas que damos na parede ... agora, o tamanho do buraco que fazemos é que depende de nós mesmos.
Cassandra
2 comentários:
trust no one! é o meu lema de vida!
Confiança para mim é uma palavra complicada Cassandra, pois não confio em ninguém, por vezes até eu mesmo traio-me, portanto...
Vi que dispersou diversos tipos de confianças, estas mais restritas não há como evitar, mas meus pais, minha irmã e meus amigos sabem de mim muito pouco.
Se estou certo ou não, eu não sei, o que sei é que não tenho passado por nenhuma situação má por isto.
Não me mal interprete, não sou nenhum revoltado que sofreu uma grande decepção e hoje está assim, é apenas meu jeito de ser.
Não acho o ser humano confiável para nada.
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