sábado, novembro 12

sobre esquecer e cuidar

Eu tenho o mundo à minha frente, tu também. As pessoas que eu gosto ao meu lado, o meu coração dentro de mim. Ninguém o têm realmente. Nunca poderemos afirmar que algo ou alguém possui o nosso coração. Na verdade, é o nosso coração que absorve algo ou alguém. É o nosso coração que o acarinha, o reconhece e aperta-se de medo aquando a  perspectiva de esse algo ou alguém sair do nosso coração, da nossa vista ... para longe do coração. Não poderia estar mais feliz. Tenho quem me ama e eu amo, comigo. Perto ou longe mas estão, é essa a diferença. A palavra amiga, a intenção continua presente no seu coração. E, eu sinto essa intenção no meu coração. Quando deixar de sentir é quando realmente deixei de ter essas pessoas comigo. Já se foram sem sequer dizerem adeus ou até mesmo uma explicação. Ás vezes, vai-se simplesmente porque têm que se ir. Têm que se deixar pessoas para trás, faz parte ter que ir. Mas, acaba-se por guardar junto do coração um número de telemóvel, um email. Só nos resta, arranjar um minuto de entre os que temos para cuidar de quem já não está perto de nós. O tempo passa e eu tenho medo de esquecer-me. Várias pessoas foram-se porque tiveram que ir e cada um de nós, segue com a sua vida! Até hoje têm havido tempo para uma troca de mensagens, pouco mas têm. É bom ver que estão a crescer apesar de estarem longe de mim. Na verdade, foi para isso que se foram. Para crescerem! Há-de chegar o momento em que terei que ir. Para longe dos meus. Para crescer! E quando isso acontecer, levarei comigo todos os que merecem! Bem, alojados no meu coração. Apenas, gostaria que o tempo se encarrega-se de me fazer lembrar das minhas origens, de me beliscar e lembrar do que sou feita e donde venho para que, juntamente com o lembrar de quem sou, me relembrar das pessoas que me fizeram. Para me lembrar de quem aturou tudo de mim. Não posso esquecer! É realmente injusto. Acabar por esquecer quem me fez. Lamento cada pessoa que deixei de cativar. Bem ou mal, tornei-me eu - Cassandra - apesar, de um simples pseudónimo, continuo a ser eu. Não prometo pois não sei se sou capaz de cumprir. Não significa que nem sequer irei lutar porque é mentira. Irei mas nem tudo está ao nosso alcance e por vezes, se têm que se ir, vai-se e o melhor é deixar mesmo ir. Olho o mundo através de pessoas, através de tudo o que o preenche. Sei que o quero conhecer e é para isso que aqui estou. Para sentir, conhecer-me, conhecer o mundo, o que esteja ou não ao meu alcance. Eu sou do mundo e ele é meu.
Cassandra

3 comentários:

Sophie disse...

Olá! Sabes, concordo com o que disseste. Enquanto transportares aqueles que amas, serás feliz e quando se quer mesmo, arranja-se tempo! :D Podes ter um simples pseudónimo, eu também tenho, mas eu noto uma diferença brutal em ti! A sério e não te conheço bem, só daqui do blog e uma ou outra conversa mais extensa mas gosto desta tua "personagem"! :D hahah um beijinho! ^^

łnn Gray disse...

Era nisso que estava a pensar... Eu acho que aquela foto foi até das últimas que tirei, eu acho que voltei com 14... sim, eu tive 6/7 anos em Inglaterra, exactamente...
ah, as fotos? aquela não é grande exemplo, não estou muito diferente, mas há lá umas em que não tenho nada a ver mesmo ahah :p

Unknown disse...

Tal como Hayley, tenho notado uma diferença imensa desde que assumiste esse pseudônimo. Apenas, ao contrário dela, penso que ele tenha libertado a real pessoa que havia em ti e que, sem esta proteção do anonimato, não sentia-se muito a vontade para demonstrar sentimentos.
Sinto falta quando era o Ghost Writer, era muito mais fácil xingar por que possuía uma armadura, hoje, como Christian, venho tentando resgatar isto, mas não é muito fácil, mesmo sabendo que ainda não me descobriram, sei do risco que corro por utilizar fotos reais e penso seriamente a retornar ao anonimato. Como? Ainda não sei... temo por deixar pessoas que já fazem parte de meu cotidiano virtual para trás, temo que elas se percam e isto tem a ver com o este post.
Há pessoas que não queremos perder o contato, mesmo que distantes e você é uma delas.