quarta-feira, dezembro 28

parte-se mais que um braço

Tenho saudades do quanto era fácil ser criança. Era fácil cair, chorar e levantar e depois esquecíamos. Agora, caímos, choramos mas tocamos na ferida. As nossas quedas de criança são despreocupadas! Atiramo-nos basicamente, de cabeça. Não pensamos! Só quando faz doí-doí e então, relatamos com um riso a maneira estupida de como fomos tropeçar nos próprios pés!
No dia-a-dia, somos calculistas. Apalpamos o terreno, vemos se quando colocamos o pé se afundamos ou se o terreno aguenta.
Quando toca ao amor, somos verdadeiras crianças. A curiosidade apodera-se do nosso corpo. A nossa mente entra em guerra com o coração. Normalmente, espalhamo-nos ao comprido. Típico de criança. Acabamos por agir como crianças diante do Amor. E porquê? Não é um brinquedo! Não é uma brincadeira! É mesmo coisa séria e magoamo-nos a sério. De uma maneira irreversível! Não têm nada de parecido com quedas em que apenas quebras um braço. Nesta brincadeira, há mais coisas em risco. A confiança, inocência e um coração. 
Cassandra

5 comentários:

Myst Romanov disse...

Quando somos crianças as coisas são opostas, as quedas doem mais que os fatos. A vida passa com a rapidez de um pega-pega.
Daí se cresce, e é o coração que absorve a dor dos fatos. Uma ferida aberta é o suficiente para busca de reflexões, motivo para queda e tempo de cicatrização.
Dói muito mais viver.

abraços e superação

Sabrina disse...

Exactamente! Sem tirar nem pôr! Tens tanta razão no que escreveste aqui...

Beatrice Lange disse...

Olá! :) Bem verdade o que aqui escreveste! Somos demasiado calculistas e queremos que tudo saia perfeito sem nos magoarmos quando sabemos que na vida, nada nos fará sair ilesos. Os meus parabéns pelo blog! um beijinho, Beatrice L.

Áries disse...

eiii! aproveita esses 12mm. para mim era um prazer tê-los. todos diziam que eu não era a mesma se os tirasse, que a Esther sem alargadores não era a Esther. e fiquei mesmo triste por ter que tira-los, porque gostava mesmo. eu até falava com eles!
turismo é o curso que estupidamente me obrigou a tira-los. eu compreendo. mas não deveria ser assim. mas contra a sociedade já não vale a pena discutir.
gostava de ver uma fotografia do(s) teu(s)

Áries disse...

manda-me o link!:)