O meu mundo perdeu a sua inocência. Atingiu o chão de nariz. Não é bonito de se ver pois as consequências são devastadoras. Desconhecidos e conhecidos perderam a credibilidade. O olhar inocente ao ver um diferente mundo pela primeira vez, perdeu-se. A incredibilidade instalou-se. O medo do desconhecido. Eu não tinha medo mas quando crescemos, ele aparece. O medo assume outras faces. O medo de chumbar, o medo de não escolher o curso certo, o medo de falhar como pessoa nesta sociedade, falhar nos deveres que possuímos como cidadãos, filhos, pais (futuramente), avós (ainda mais futuramente) de alguém. Não podemos ser egoístas ao ponto de pensar que as nossas atitudes não afectam os outros. Estamos conectados de uma maneira ou de outra. Cada escolha além de nos afectar primeiramente, afecta terceiros e nisto, não digo para deixarmos de tomar as nossas decisões porque podemos magoar os sentimentos de terceiros. Há limites e por isso mesmo, há que ponderar bem cada pró e contra. A escolha de vir para casa hoje, penso eu que é para facilitar a vida aos meus pais mas no fundo, pode ajudar-me a mim. Basta ver bem o panorama. E a minha visão está turva! As noções de aceitabilidade de ordens ou pedidos faz-me doer a alma porque bem, sempre chegam a mim como ordens e eu não sou 'escrava' de ninguém!
Cassandra

2 comentários:
Imposições são sempre muito ruins e os pais sempre fazem isto, Cassandra. Por esta razão queremos "nos livrar" o quanto antes para poder vivermos nossas vidas e tomarmos nossas próprias decisões, mas nem sempre a vida contribui para isto e nos vemos diante deste impasse, da dependência, seja emocional ou financeira.
Concordo que cada escolha que fazemos afete sempre os mais próximos, pois estamos com as vidas interligadas.
Obrigada! :D
Concordo contigo, o mundo mudou, e com ele as nossas crenças, a nossa maneira de ver, sonhar e desejar...
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