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quarta-feira, outubro 12

Esta espera está a matar-me. Aos poucos. A estilhaçar a minha confiança, a minha força de vontade e positivismo (e ele já é pouco). A paciência está a esgotar-se e tudo por uma questão de papelada. Sinto-me amarrada a uma cadeira, sem poder mexer-me, sem poder fazer a minha vida. Adicionar isso ao fato que voltei à casa dos meus pais e à tua ausente presença. Sinto-me a desvanecer a cada dia que passa sem poder ser eu própria, sem controlo na minha vida. 
Foda-se.
Literalmente.

terça-feira, dezembro 9

maybe someday

Maybe we’ll meet again, when we are slightly older and our minds less hectic, and I’ll be right for you and you’ll be right for me. But right now, I am chaos to your thoughts and you are poison to my heart.

domingo, fevereiro 9

caminho

Desde oito de junho de 2010 que ando nestas andanças. Ausento-me por longos períodos mas acabo sempre mas sempre por voltar. É o bem que isto me faz. Liberta-me, seja a Cassandra, o pseudónimo, seja a outra do mundo não virtual.

sábado, fevereiro 8

engole sapos

Precisamos dos outros. Temos que obrigatoriamente aguentar os outros. Não dá para viver/sobreviver sem teres que depender de um certo modo de alguém. Desde à pessoa que dá emprego à pessoa que compra o que vendes. Desde os teus pais ao gato gordo que nos aquece no Inverno. E só esse factor gera mil e um conflitos. E porra estou cansada de conflitos. Okay, eu não ouvi o que disseste enquanto ia no elevador rodeada de gente com conversas paralelas. Okay, tu soubeste lembrar-me das compras, dos ganchos que precisavas à última da hora e que eu fui desenrascar-te. Fui despedir-me de ti porque apesar de no momento estar fula contigo, não consigo ignorar-te a esse ponto. Esqueces-te das malas e eu não ouvi o que disseste. E hoje todo um desenrolar de situações levou a conflitos, a resposta na ponta da língua e a ser intransigente. Odeio ser intransigente. E tudo porque dependias de mim para que as coisas se desenrolam-se na tua vida. E foste, oh foste um pouco ingrata. Eu podia ignorar-te mas não o fiz porque és a minha irmã, a que eu irei proteger mesmo estando fula até à ponta dos cabelos contigo. E colocares a culpa em mim?! Uma má decisão. Muito má decisão. Agora, aguenta e cara alegre!

terça-feira, janeiro 14

i still think of you and all the shit you put me through

Sou apenas um monte de ossos, carne e uma alma a vaguear... eu perdi o meu propósito de vida. Pensava eu quando soube da tua nova aquisição loira, mais bonita que eu. Uma coisa é pensar que ainda estás por aí, que talvez podíamos voltar apesar da tua ignorância à minha pessoa. Outra é saber que alguém está a fazer-te feliz, que alguém agora dorme do lado da cama que outrora foi meu. Queria poder-te dizer o quanto estou magoada... Queria mas não o vou fazer. Não sóbria.

Cass

terça-feira, agosto 13

Afinal, sei como chorar.
Como é óbvio, não consegui manter a máscara do "está tudo bem".

quarta-feira, julho 31

terminações sensitivas


Tenho estes pensamentos a fervilharem na minha cabeça... Não são bons, são negros e queria não pensar... apenas sentir o vento, apenas sentir-me viva em vez de magoada. Ironia é que sentir-me magoada é na verdade estar viva.
Cassandra L

segunda-feira, julho 29

É doloroso essa tua persistência em ignoras-me e é triste a minha insistência em lembrar-te e acreditar nas tuas palavras de que vai mudar. Ainda assim... Eu amo-te e é triste escolheres perder-me. 

quarta-feira, abril 3

Gosto do silêncio mas este silêncio que está entre nós, só é bom quando estamos corpo a corpo. Mas também não há muito a dizer quando um silêncio diz tudo... quando o silêncio grita de amor.
Esta noite sonhei contigo e as inseguranças vieram ao de cima... Malditos sonhos! Maldita noite!

segunda-feira, abril 1

pessoas e eu

Além da escrita, a música sempre soube falar por mim. Há dias que não consigo falar uma palavra, não consigo expressar e ando apática. Simplesmente, sem reacção. E basta uma música encaixar-se que me liberta desta apatia. A música, como este blogue, é um "rush of blood to the head" e permite-me racicionar e desbloquear. Como é óbvio, nem sempre tenho tempo para escrever e a música é a minha companhia nos meus dias sem escrever. As aulas estão a voltar e eu queria tanto vir aqui pelo menos uma vez por dia, escrever algo para desanuviar... para apenas, tirar estes pensamentos da minha cabeça e permitir que veja as coisas objectivamente. Quando há falta de música e de palavras, refugio-me na comida. E ultimamente, tenho-me controlado bastante porque sei que não posso dar-me ao luxo de engordar só porque apetece e juro que não é porque não goste do meu corpo porque eu gosto! Eu gosto da minha forma de pêra. Apenas estou a pensar na minha saúde. Quando fico bloqueada (sem tempo para recorrer às estratégias anteriores) acabo por gritar mais. Ainda há pouco estava muito bem em casa, calmíssima mas a minha irmã está numa idade complicada e agora anda com o discurso "não se metam na conversa! É entre mim e a mãe" e eu, inconscientemente, naquele instinto de irmã mais velha, meti-me na conversa! E não foi pela conversa em si, agora vejo com clareza mas sim pelo desrespeito que ela mostrou ao falar da maneira como falou com a mãe e acabei por falar um pouco mais agressiva e com isso, desbloqueei. Ela nunca se cala, é sempre respondona e com o desbloqueio após gritar com ela, acabei por me calar. Acabei por conseguir controlar-me. Eu juro que não percebo. Com ela assim, temos é que ter calma e ignorar mas com a atitude de "eu é que sei tudo!" e das caretas que ela faz e da maneira como goza e fala connosco, mexe realmente comigo! E quando tinha a idade dela, levei uns bons tabefes por ser assim. Não digo que seja a melhor solução mas foi apenas duas ou três vezes mas fez-me acordar para vida. A minha mãe diz que temos de ignorar as atitudes dela que assim ela acabará por se cansar... Pergunto-me, porque ela não fez o mesmo comigo... só espero que a miúda não se desleixe. Tenho mesmo vergonha da juventude por entre os 10-16 anos de agora! O que aconteceu com os seus pais? Estou a ver que a minha geração e as duas anteriores a mim e duas posteriores são as únicas decentes! Não percebo o que aconteceu com o resto. Os valores, o respeito, a humanidade, a humildade... para onde foi tudo?! É realmente frustante o futuro que se aí adivinha... não só pela qualidade do povo que somos (que tem vindo a descer) e também por aqueles que nos "governam".
Cassandra Lovelace

domingo, março 24

manhãs enubladas

Mais uma manhã de trabalho... mais uma dia em que acordo com a cabeça pesada e adivinha-se mais um dia em que o sol esporadicamente se esconde por trás de nuvens pesadas. E assim será mais um dia das minhas férias.
(espero que a dor de cabeça passe, eu preciso de estudar!)
Cassandra L.

quarta-feira, janeiro 30

Vou para casa

Nem sei onde estou. Acordei com os pássaros a esvoaçarem em busca de alimento... ou terei eu assustado os pobres coitados!? Olho em meu redor e percebo que estou no meio de uma floresta. Sento-me e pego nas folhas caídas devido à chegada do Outono e deixo-as esvoaçar ao sabor do vento. Desta vez, olho para mim e vejo que envergo umas calças e uma camisola quente mas sinto-me fria. O meu cabelo está cheio de folhas, galhos partidos e terra húmida. Que raio estou eu a fazer aqui? A custo, ergo-me e olho em minha volta... não se avista estrada, apenas a natureza no seu estado mais puro e intocável pelo Homem. Procuro o meu telemóvel e infelizmente está desmontado e com o ecrã partido. É sempre positivo, ripostei para os meus botões. Tentei finalmente dar uso ás minhas pernas e quando pensava que estava a andar para a liberdade, uma corrente presa no tornozelo faz-me recuar e cair de costas na terra molhada. Agora a coisa ficou preta, pensei. Olhei para cima e constato o tamanho exagerado dos pinheiros e outras árvores e o Sol mal conseguia fazer com que os seus raios chegassem ao chão tal não era a densidade de floresta. Comecei a rir exageradamente. E de tanto rir, as lágrimas começaram a teimar em cair. Não sei onde estou, murmurei. E por fim gritei "Onde estou?!" e uma voz ao fundo respondeu "Não sabes?".
Redobrei a minha atenção, limpei as lágrimas e respondi - Não, não sei! Quem és?
Antes demais, estás na Montanha Riper. E quem sou? Sou o teu inconsciente.
Ele acabou de dizer onde estou e nunca na vida se eu raptasse alguém lhe diria onde estava. Algo não bate certo. Peguei na corrente e comecei a puxá-la e saiu facilmente. Estranhei mas desatei a correr, olhei para trás para ver se alguém me seguia e então, no momento em que olho para a frente, sinto o meu pé a ser puxado e caí em seco. Estava acorrentada de novo, na mesma árvore. Como é possível?
Eu disse que era o teu inconsciente por isso, Fray estás presa na tua mente. Podes correr mas estarás a correr em círculos! Acabarás acorrentada em todas as vezes que passares nessa árvore. E o melhor? Só sairás daqui quando o desejares verdadeiramente.
Mas eu desejo sair daqui! Quem não deseja!? Não quero estar aqui. Quero sair! - comecei a correr novamente e quando dava por isso, já estava novamente acorrentada e com dificuldade em respirar devido à pancada em seco que sofria da queda. Decidi encostar-me à árvore, chorar que nem uma Madalena e ouvir a natureza. O rio a correr pela montanha, os pássaros a alimentarem as suas crias, a brisa seca e depressa o Sol se pôs. Fiquei eu e os animais procurando por comida. Ia morrer por causa do meu inconsciente e comecei a rir. Que conclusão parva. Se é o teu inconsciente, estás a dormir. Então, decidi morrer. E com um prego que tinha encontrado, cortei o meu antebraço, desde o cotovelo até ao pulso, ao longo deste. O sangue começou a escorrer como um rio de lava. Comecei a desmaiar e murmurei, Vou para casa e ao longe uma voz disse "Não, não e não. Vais morrer verdadeiramente" e adormeci com as suas gargalhadas.
De um salto, acordei. Olhei instantaneamente para o meu antebraço e vejo uma cicatriz. Ao meu lado, está a  minha mãe a dormir profundamente e na porta do quarto, dois polícias. Confusa, acordei a minha mãe.
Fray- O que aconteceu?
- Dei contigo a cortares o teu braço enquanto dormias. O que deu na tua cabeça?
Fray- Estava só a tentar libertar-me. Estava presa! Para quê os polícias?
- Caso, voltes a fazer o mesmo... És internada. 
Fray - Estou bem aqui!
- Não, filha. Não estás. Agora, volta a dormir.
E com o calor da minha mãe, os olhos tornaram-se pesados e voltaria a adormecer. Que raio se passa comigo?, lembro-me de pensar antes de adormecer por completo.
Fray, é o teu inconsciente outra vez. Posso deixar-te em paz e até já to disse como o fazer. Tens que o desejar verdadeiramente.
Acordei a gritar, Mas eu quero!, e procurei magoar-me outra vez, no outro antebraço. Os polícias agarraram em mim e algemaram-me. Acompanharam-me pela entrada da casa e senti o Sol a bater na minha pele imaculada e branca que nem neve, olhei o céu e os pássaros voavam bem alto em busca da sua essência, a brisa agitou o meu cabelo comprido e louro e eu para os desviar dos meus olhos desviei a cabeça e vi borboletas a disputarem uma flor e então olhei para trás e vi a minha mãe lavada em lágrimas. Apenas consegui dizer: Mãe, estou a sentir-me bem. Eu sinto-me bem! Os meus monstros vão desaparecer e eu voltarei para ti. Num novo dia, em que o amanhecer seja diferente, eu voltarei para casa, sozinha.
Cassandra Lovelace
Desafio lançado pela Nya*, inspirado em Feeling Good dos Muse

segunda-feira, janeiro 28

Em que ruas te perdeste?




Eu tinha hábito de deitar cá para fora a fúria por meio de palavras sem sentido. Elas estavam perdidas na minha alma, procurando meio de sair e em tempos a escrita foi para mim aquilo que amigos, pais e até namorado não souberam ser - um abrigo - e de agora em diante, deixarei a minha alma fluir, deixarei que ela fale por entre os meus dedos magros e calejados porque eu fiz uma pausa. Eu aprisionei-me no tempo, no que deve ser dito, nas regras da sociedade e em tempos encontrei consolo nas imagens.. Mas eu quero sair. Eu quero ser mais do que um corpo deambulante nas ruas perdidas da humanidade. Eu quero fazer a diferença. E para tal, começo comigo mesma. 

Boa noite, estranhos da minha alma!

sábado, janeiro 5

Janeiro é o tal

E Microbiologia está feita!
E Janeiro será o mês de confinar a espaço fechada aka casa. É o tal ... serão 4 semanas de intenso estudo. Pray for me dear followers! i love you all

quinta-feira, dezembro 20

new goals

Tenho novos objectivos. Não são diferentes dos de outrora mas sim vistos de outro ângulo.. E talvez até com uma garra diferente. Posso dizer que agora sim vejo o mundo. Agora vejo com olhos de ver como diz a minha adorável mãe. E algo que vejo e sinto neste momento é a falta que me faz escrever. A falta que me faz criar, dar uso à minha imaginação.. e por consequente, a falta que me faz ler um bom livro. Como tenho saudades de um livro. Do cheiro, de o folhear, da indecisão de qual levar para casa.. Além disso, também tenho saudades das minhas séries. Tenho saudades dos pequenos problemas do secundário mas não do secundário porque desperdicei quatro anos em algo secundário. Agora sim estou a trabalhar para o meu futuro. Só preciso de me contrariar. De me obrigar a estudar. Tenho tido bastante dificuldade em fazê-lo e nisso reflecte-se as notas fracas que tenho tido... É mais uma batalha a travar.. e estou empenhada em ganhá-la. 

terça-feira, setembro 18

Os meus dias em modo infinito

8h38: O telemóvel dá os primeiros sinais de vida e tenho a perfeita noção de que não o ouço mas sei que este toca a esta hora.
8h45: E toca outra vez mas desta também eu abro a pestana para o desligar..
8h50: Desta vez, já consigo abrir os olhos! Desta vez, já consigo pensar e chegar à conclusão de que afinal posso ainda dormitar mais uns minutos porque o pai acabou de sair para a loja e ele aguenta-se lá sozinho.
8h55: Reviro os olhos por ouvir de novo o som estridente. A cama está quente, decerto estava já num sonho. A casa está calma e decido de novo, adiar a minha saída da cama por mais uns minutos.. Espreguiço-me, as costas estalam, o pescoço segue o exemplo.. Tento manter os olhos abertos mas o facto de ter estado até tarde no tumblr ou no WTJ ou aqui ou no facebook faz com que esteja preguiçosa.. Aconchego-me nas almofadas e fecho por um instante os olhos. Acordo sobressaltada, pego imediatamente no telemóvel e já são 9h15. Levanto-me, visto umas leggings, uma t-shirt larga, lavo a dentuça e ato o cabelo com a preguiça de o pentear. Procuro algo para comer e acabo apenas por beber leite porque sei que de aí a uma hora estarei de novo em casa. Saiu de casa e levo com a claridade da manhã mesmo nos meus olhos de sono! Desço as escadas cuidadosamente e viro a esquina, descendo outro lance de escadas. Endireito as costas, desenho um sorriso no meu rosto e cumprimento as pessoas que se encontram na loja. Procuro saber o que desejam, lanço umas piadas, ajudo a decidirem-se e num instante, os fregueses abandonam a loja, deixando-a num silêncio sepulcral! Para distracção, viajo para o mundo da Internet ou até mesmo levo um livro para ir lendo. Uns vinte minutos depois o meu corpo clama por um café e eu faço-lhe a vontade. Entretanto, chega mais gente que vêm preparar-se para mais um dia de trabalho. Mais uns sorrisos, mais umas piadas, mais umas explicações de que 'sim sou a mais velha', mais um comentário do quão depressa o tempo passa e de que estou uma mulher. Esboço outro sorriso a tom de agradecer a delicadeza. Desejo um bom dia e assim fico, novamente, entregue ao silêncio. Entregue aos meus pensamentos desvairados sobre o que irei fazer para o almoço, o que já se comeu, o que me apetece! E ou até mesmo 'que se lixe, não almoço!'! É realmente um desafio.. faço o mesmo trajecto que fiz para sair de casa mas desta vez para entrar, petisco qualquer coisa e lá acabo por decidir, juntamente com a mami, o que fazer para o almoço.
13h15: Almoço.
14h00: Depois de muita ronha, acabo por me entregar à desarrumação da cozinha e a torná-la mais bonita de se olhar. Entretanto já os pais se entregaram ao descanso e eu acabo por deliciar com os livros que tenho agora na mesa de cabeceira para ler. Ou simplesmente atiro-me de cabeça para o WTJ ou vou pôr o euromilhões como hoje.. e assim passo a tarde, por meio de mensagens com as pessoas que amo. A noite põem-se efémera e eu acompanho a escuridão. O jantar fica mais ao critério de cada um ... a minha única preocupação é não deitar tarde porque de manhã terei a mesma routina, os mesmo passos, as mesmas preocupações e isto está a dar comigo em doida. Estou farta deste papel de dona de casa definitivamente desesperada.. e ainda falta 9 dias para ter boas noticias (espero eu!). E além disto tudo, é a falta que tu me fazes, Tarzan! Espero-te daqui a três dias, anseio o teu abraço e aconchego.. anseio amar-te à distância de um nariz. És quem eu quero, Animal da minha vida.
Cassandra Lovelace

quinta-feira, setembro 6

sobre algo

Estou cansada. Estou em baixo. Estou stressada. Estou ansiosa. Estou com medo. Tinha começado um post em que fazia o desafio mas não sei que aconteceu. Esta ali nos rascunhos,talvez mais logo. Vim aqui a tom de informar. Estou vazia. Preciso de me encontrar.
E que Coimbra não te roube o teu coração que é meu por direito. Eu conquistei-o. Eu tenho lutado por ele. Não me roubes aquilo que me é mais querido e familiar. 

terça-feira, junho 5

Inevitável.

O caminho da paragem à minha casa é sempre feito a passo apressado mas quando se trata do caminho oposto, arrasto-me que nem um caracol... Só falta a baba! De manhã, sou um corpo morto que se arrasta até ao momento em que acordo e me lembro que vai ser mais um dia em que te vou ver. Olhar nos teus olhos e sorrir. Encarar o teu rabo quando caminhas à minha frente, dar-te a mão porque quero mostrar que és meu e que correspondes. Eu preciso de mostrar que és meu! És demasiado bom para deixar ir embora, assim sem mais menos, sem dar luta. Sem tentar amar-te ao longe. Nós podemos sobreviver e ser felizes. O nosso amor pode ser mais forte pois tivemos um ano para o fortalecer. Confesso que se tivéssemos começado agora, não aguentaríamos. Já temos bagagem. Já conheço os teus limites e tu os meus. Posso dizer que já nos conhecemos. Somos tão iguais e tão diferentes. Mas o passo apressado para voltar a casa, é porque no meu canto à vestígios teus. Entro no meu quarto e vejo a rosa que me deste no nosso aniversário. Penduro o casaco atrás da porta e lá está o teu casaco, aquele que eu 'roubei' numa noite mais friorenta. Dirijo-me à cozinha e lá está a rosa do meu aniversário que ainda está viva. Sabes o que eu fiz à rosa do nosso aniversário!? Assim que secou, pus laca. E lá está, presa ao placar juntamente com todas as lembranças de tudo o que já passei e vivi. Bilhetes de concertos, comboio, metro e de cinema. A fotografia que tirei no Verão passado, aquela com meu lindo e adorado cabelo, que agora está curtíssimo e feio. Ao lado da secretária, está a mala que me ofereceste no Natal. Nas profundezas das minhas gavetas, deve estar vestígios da concentração motard a que fomos juntos. Já temos um leque de memórias juntos demasiado bom para deitar fora por causa do futuro de cada um. É certo que temos cuidar de nós mesmos mas sem ti, irá ser tão mas tão difícil. Apenas quero estar a 46 minutos de distância, se tudo for como estamos a pensar. Já não vamos estar juntos. Evitamos esta conversa o máximo possível mas não deu mais. Não podíamos esperar até recebermos os resultados das candidaturas. O choque seria maior e assim a ideia vai se instalando e vamos tomando-a como inevitável. Eu quero aproveitar o Verão contigo. Eu não quero que vás. Porra, eu amo-te tanto mas tanto que doí pensar que podemos não aguentar... Passámos um ano a ver-nos todos os dias, excepto o verão. Estamos a 30 km de distância e conseguimos amarmos-nos. Resultou até agora. Apenas vou sair de casa e tu também .. apenas não iremos para o mesmo sitio, infelizmente. Chega desta conversa, não consigo continuar. A dor instalou-se no peito e as lágrimas querem cair. 
Cassandra Lovelace

quinta-feira, maio 17

já não sei

Já não sei escrever... Quero dizer, eu sei! Desde a primária, que sei escrever até mesmo as coisas mais idiotas sobre a minha singular infância. O que quero dizer é que nada saí da minha cabeça. Já não consigo escrever histórias. Pegar nas palavras, colocá-las nas frases e fazer algo bonito.. Algo de que me orgulhe. Já não consigo escrever, consequentemente não me orgulho. Sinto-me vazia mas todas as tentativas a que já me sujeitei foram de esperançosas a falhadas. Não sei quando vou recuperar e se vou recuperar. Peço desculpa às pessoas que liam as minhas histórias assiduamente e que agora, nada têm de bom para retirar deste blogue. Até recuperar, o blogue permanecerá um pequeno lugar onde deito tudo o que me inquieta como pessoa e pré-adulta. Obrigado pela paciência. Tenho por vós um carinho especial!
Cassandra Lovelace

quarta-feira, abril 4

Espero que tenhas uma boa desculpa. Se não, cabeças vão rolar!