É suposto correr? Lutar .. ambicionar! Desejar. Talvez, resumindo, querer mais do que outra coisa qualquer. Manter um amor, encontrar o amor, concretizar a nível profissional e ser o(a) 'social'. Ter dinheiro, tempo e energia para usufruir de cada prazer que a vida nos pode proporcionar ou até mesmo, dinheiro, tempo e energia para enfrentar os obstáculos, movê-los para o lado, destruí-los, exterminá-los completamente ou até mesmo, apenas paciência para deixar o assunto passar e ficar esquecido! É uma questão de escolha e ver o que mais nos beneficia no momento mas não podemos deixar de ter em conta os demais, aqueles que nos amam, que se preocupam connosco! À que ser egoísta mas em quantidades que baste pois por vezes, é necessário abandonar o nosso conforto e ir ao encontro do outro e procurar ajudá-lo, consolá-lo ou apenas ouvi-lo! (ou até mesmo acompanhá-lo na ingestão de álcool!). O que importa realmente é não pisar os outros, atingir o que se deseja porque se merece realmente. O pior é que por vezes, mesmo que mereçamos há quem ache ainda que não é o suficiente. Ora se for os teus pais, é porque és melhor do que estás a ser! Se for a pessoa que está sempre à espreita para te lixar, estás a fazer o que deve ser feito e na medida certa! Agora, em cada coisa que faço, deixo um pouco de mim, um pouco da minha irreverência e amor louco pois não há nada melhor do que o sentimento de vitória (nem que seja por meros minutos), então aquele em que apenas depende das nossas escolhas, trabalho árduo e horas de sono desperdiçadas, sabe mesmo bem! Com isto quero deixar claro que sabe bem ter sonhos, desejos e ambições desde que não se destrua relações (sejam, de amizade ou amor) pois por mais que mereçamos, não é justo pisar os calcanhares a outro inocente que apenas deseja o mesmo que nós! Apenas, temos que nos esforçar ainda mais.
segunda-feira, setembro 26
domingo, setembro 25
Sinto-me a definhar, a inspiração fica-se pelas sinopses no meu cérebro e teima em não fazer-se chegar às palavras escritas! Teimam em ficar na minha mente, perdidas, emaranhadas, confusas! Correm e quase que chegam à loucura - elas querem sair! Querem dar-se a conhecer ao mundo, querem mudar mentalidades, eu quero mudar clichés, maneiras retrógradas de pensar, valores incutidos desde a infância e que acabaram por se revelar falsos, apenas quero mudar o que está ao meu alcance! Poder chegar ao fim do dia e dizer 'hoje, mudei gente, hoje o mundo ficou um pouco melhor'; mas há dias em que chegam ao fim e apenas me sinto frustrada, como hoje. Frustrada e revoltada com as gentes, com o ser humano que segundo a genética é todo um igual excepto com as diferenças. O ser humano cada vez mais me surpreende e é na negativa, não posso gloriar com os feitos gloriosos porque outros destroem a minha noção de humanidade. Raptos, abusos, atentados ... tudo que ponha em risco a vida humana e isto tudo provocado por outro ser humano. Há pessoas mesmo más e não percebo como podem existir ... é que não percebo mesmo e com isto, entrei num estado de raiva que me impede de escrever algo inteligente ou até mesmo criativo!
sábado, setembro 24
Um sonho?
Sempre tive aversão ás pessoas. Correcção, as pessoas sempre tiveram aversão a mim até que alguém não teve medo de se aproximar, de me conhecer, de tirar cada camada como se faz a uma cebola e de cada camada que saía, eu dava-me a conhecer e chorava e fazia esse alguém que teve coragem de me encontrar, chorar.
Ele: Porque afastas as pessoas?
Eu: Já pensaste que se calhar são as pessoas que se afastam de mim!? Que não sou boa o suficiente para elas? Que sou demasiado complexa para aquele mini-cérebro?
Ele: Não és demasiado complexa para mim.
Eu: Sabes porquê?
Ele não estava à espera daquela pergunta. O « porquê » é difícil de responder e por vezes, nem resposta têm.
Eu: Eu logo vi. Acho que é por seres igual a mim. Também és um solitário nato.
Ele: Não sou nada! Não sou! Não podes afirmar tal disparate sobre mim. Não me conheces!
Eu: Conheço-te melhor do que ninguém, my friend
Ele: Então quem é que eu sou?
Eu: És eu
Ele: Como assim, sou tu? Isso é impossível! Estou cansado dos teus rodeios e meios-termos. Diz de uma vez o que queres dizer!
Eu: Eu gosto de meios-termos.
Proferi esta frase palavra a palavra e sublinhei o ‘gosto’ e Ele não gostou. Virou-me as costas. E eu segui o meu caminho.
Estou farto daquela sua maneira de estar superior. Afasta-me dela. Caramba, sou o seu melhor amigo, porque raios há-de ela de ser assim comigo!? Talvez por nunca ter tido ninguém tão próximo dela como eu e Ela não aprendeu a como reagir, tratar, lidar com situações assim. Sempre foi Ela e Ela. Porque raios ela disse que eu era ela!? Não percebo. Será que quis dizer que também eu sou assim? Solitário como ela. Se calhar daí nos darmos tão bem mas mesmo assim acabamos sempre por chocar e dar cabo de tudo. Vou voltar atrás. Quero pedir-lhe desculpa. Virei as costas e ela já não estava onde a deixei. Esperavas o que !? Ela faz o que quer e não espera por ninguém!
As lágrimas escorriam. Não faço ideia porquê. Ele simplesmente virou-me as costas e foi pior do que a ignorância que sentia por parte do desconhecido que desconhecia e do desconhecido que me desconhece. Ok, isto é confuso. Vou simplificar: o facto de ele ter conseguido conhecer-me foi mais do que as pessoas que passavam por mim e me ignoravam e essa ignorância não me magoava e esta ignorância de alguém que nos é muito importante, magoa e comprime-me o coração. Que raio é isto? Eu deveria só, apenas, importar-me comigo. Apenas Eu e Eu.
De repente, acordo.
Meus olhos percorrem pelo teto branco, logo movem-se para os lados, a escrivaninha, o computador, o televisor e num movimento súbito, elevo meu corpo e encontro-me sentada em minha cama.
Passo a mão pela testa, suada, posso ouvir minha respiração ainda ofegante e as batidas de meu coração que parece que vai saltar por minha boca afora.
Um pesadelo. Sinto um forte alívio e sorrio. Tudo não passara de um pesadelo.
Meu sorriso é breve e dá lugar a uma expressão de seriedade em meu semblante. Teria este sonho algum sentido? Sempre fui cética a respeito de sonhos premonitórios, mas havia dentro de mim uma pequena credibilidade de que certos sonhos eram frutos de nosso inconsciente.
Melhor era levantar-me de vez e escovar os dentes. Não teria tempo de tomar café, o relógio já acusava meu atraso para o colégio.
Tomei o maior susto de minha vida ao deparar-me com aqueles enormes olhos verdes, fitando-me, toda descabelada, de pijamas, no meio do quarto e com cara típica de quem acabara de acordar. E de um mal sonho. Um mal sonho que materializava-se a minha frente. Como seria possível? Como…
Ele: Tens razão. Sou tal como tu.
Ela, atordoada, tentando ajeitar os cabelos desgrenhados: Han? O que dizes?
Ele: Sabes bem. Não adianta fazer-se de desentendida agora. Desculpe-me pela fuga, penso que não estava preparado para assumir a verdade. Fui covarde. Perdoa-me.
Ela: Ainda não te entendo…
Ele, impaciente: Como não? Quero que saibas que agora tenho toda a certeza a respeito de tudo. As pessoas afastam-se porque não suportam nossa maneira de ser, pessoas como nós, não são feitas para medíocres.
Ela: Continuo não entendendo o que dizes…
Ele: Somos iguais. Somos um. Com uma única diferença…
Assustada, mal podia acreditar ao sentir seus braços enlaçando-se em meus quadris e puxando-me para perto de seu rosto não com força, mas com firmeza.
Ele: Não gosto de meios termos.
E não hesitou em beijar-me a boca, devagar, logo, audaciosamente. Simplesmente deixei-me levar por aquele beijo. O mal sonho acabava de materializar-se. Corrigindo-me, o sonho.
Se não estava materializado, se era um sonho, apenas não queria mais acordar.
Texto escrito já algum tempo e que estava publicado no outro blogue; por Cassandra e Christian V.Louis
Este selo foi-me oferecido pelo Christian no blogue Escritos Lisérgicos e as regras são:
- Partilhar um segredo que guardo daqueles que conheço: o blogue é o meu segredo, os meus seguidores sabem-no sem saberem quem sou e guardam-no bem melhor que pessoas que conheço; Poucos têm conhecimento deste blogue e contam-se pelos dedos mas sabem-no porque comentam o que eu escrevo e dizem o que acham sobre os meus textos e de resto, é mesmo um segredo meu e foi por isso que também apaguei o blogue porque deixou de ser um segredo meu;
-Se tivesse 48 horas de vida o que faria obrigatoriamente: Tenho uma certa aversão a este tipo de perguntas! Penso assim 'tenho estas horas de vida mas para trás tive anos e anos de vida e não os aproveitei! Não pedi desculpa às pessoas que devia! Ignorei pessoas, fui má e isso e agora que me resta horas é que vou ser boazinha?' - Acho irónico e interesseiro da nossa parte ignorar as pessoas durante anos e agora que nos restam 48h é que vamos redimir-nos mas quando sabemos que nos resta este 'x' de tempo o normal é pensarmos em fazer o que mais gostamos, reunir quem mais gostamos mas na verdade, acho que preferia pegar num carro e fazer-me à estrada, sozinha! Passei anos com quem mais gosto, aproveitei porque foi assim que me ensinaram, aproveitar a vida! Preferia estar sozinha comigo do que fazer os outros sofrerem com a minha perda! Posso viver poucos anos mas sei que serão bem aproveitados e quando chegarem ao pé de mim e me disserem 'Tens pouco tempo de vida', eu despeço-me das pessoas que mais amo, agarro num carro e faço à estrada e só vou parar num penhasco, com a floresta como pano de fundo e irei respirar a natureza e sentir a nossa verdadeira essência; Será assim!
sexta-feira, setembro 23
Sei que estou em falta mas a minha vida anda um rebuliço e eu quero paz e tempo para escrever mas a única coisa que me devolvem pelo que eu faço, pelo que eu me dedico é ainda, incredulidade e dizerem 'podia ser melhor' .. se calhar até podia mas estou a esforçar-me! Então, se fosse a 'preta' e não a 'branca' , de certeza que teria o que desejo - Isto de uns merecem sem fazer nada têm muito que se lhe diga! - continuo, revoltada!
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