Status: À nora. No que? Dentro de mim! Porquê? Não faço ideia, darling. Hoje o teu cheiro veio ter comigo apesar da distância que nos separava. Sim, cheirou-me a ti. E senti-me à nora e perdida no tempo e ao mesmo, sorri! Apenas isso e foi porque te cheirei e com isto, todas as memórias de ti vieram-me à cabeça e sorri. As nossas mensagens, os teus beijos, as nossas brincadeiras - tudo de bom sobre nós veio-me à cabeça! (e não temos nada de mal, somos o melhor de nós, juntos!)
Cas: Amo-te trambolho de meia tigela
Namorado da Cas: E eu a ti. Amo-te mais.
Cas: Queres 'discutir' sobre quem ama mais?
Namorado da Cas: Acho que não dá para discutir.
Cas: Claro que nao! Eu amo-te à minha maneira e tu amas-me à tua maneira.
Namorada da Cas: Ora aí está ;)
sexta-feira, setembro 30
quinta-feira, setembro 29
O que não dispenso de ti, todos os dias - o teu abraço, sentir o coração bater em conjunto com o meu e o teu respirar. Não dispenso cheirar-te, não dispenso o teu toque e por fim, muito menos os teus lábios, carnudos e apetecíveis. Não dispenso de ti e por mim, estávamos a toda a hora juntos mas como tudo na vida, nem sempre temos o que queremos e se calhar, esse tempo todo preenchido só contigo iria gerar conflitos que até agora foram nulos. Eu amo-te meu amor.
Nem perdida nem achada, II
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A adolescência foi uma fase na minha vida que me foi tirada. Obrigaram-me a saltar para o outro lado da margem e a queda? Bem, podia ter sido pior … podia ter morrido! É assim que penso, morrer é pior e na verdade, é. Venho por este meio contar a minha história de vida e não venho em busca de glória ou da pena das outras pessoas, apenas com intenção de divulgar que 'ninguém está a salvo' e que 'não se pode confiar em ninguém, sem ser em nós próprios'. Como já referi, era pura e inocente! Vestidinho branco, sabrinas, cabelo imaculado, comprido e de cor de mel. Ainda hoje, sinto o toque dele nos meus cabelos e revejo o olhar confuso do Jen. Eu acreditei que ele me amava e ainda hoje, acredito. E porquê? Ele protege-me. Agora, chamem-me louca mas é verdade, neste azar encontrei o amor … um amor que é imprevisto! Ninguém poderia acreditar e apenas acharia que era apenas amor da parte da dançarina de cabaret chamada Cassie e na verdade, eu vi-a como ele me olhava e vi o seu olhar de sofrimento quando ele me entregou ás mãos do pai. Por vezes, tenho estes momentos embriagados em que acredito piamente que o Jen me ama e quando o efeito passa, teço um ódio irracional por ele pois ele simplesmente, foi o culpado e principalmente, o ladrão da minha adolescência, dos meus sonhos e for fim e não com menos importância, do meu corpo. O dia acaba e sinto nojo de mim mesma e nem mil banhos me tiram a sensação de sujidade e na verdade, é a minha alma que está suja e poluída. Prometi a mesma que apenas dançaria mas quando o dinheiro começou a faltar, fiz o pior que se pode fazer – traí a minha palavra! O pior não era de facto fazer sexo e ser paga por isso mas sim porque fiz uma promessa a mim mesma e as circunstâncias da vida, fizeram-me quebrá-la! Não culpo de todo o que me rodeia pois sei bem que quota parte da minha desgraça é minha e a outra é o do Jen, o homem que eu amo. Há dias em que tento persuadi-lo a ajudar-me a fugir mas ele é tão submisso ao pai, tanto ou mais que eu, sendo que a única diferença é que, sou submissa ao Jen e nunca lhe cobrei dinheiro pelos momentos que passávamos juntos ás escondidas do pai porque os sentimentos não têm preço e o corpo de uma mulher é um preço negociável. E eu sei o meu preço, sei o quanto o meu corpo é desejado. Sei que umas roupas menores ajudam a umas gorjetas simpáticas e também sei que o cabelo solto a libertar o seu cheiro é um ponto extra para os pervertidos mas é preciso ter cuidado porque mesmo neste antro eu não estou a salvo. Já fui alvo de situações em que o controlo passou a ser de quem paga e quando assim é, nunca sabemos o que esperar. E já não é a primeira vez em que sou espancada porque há homens para tudo e nunca sabemos o que são até o mostrarem mas em todos estes momentos, fui salva pelo Jen. Não poderíamos apresentar queixa contra os clientes porque eram habituais e principalmente, porque o cabaret fecharia. À luz do dia é um bar com decoração estilo cabaret em que até pais respeitosos de famílias de classes altas frequentam para o café da manhã pois fica a 5 minutos do trabalho. À noite, o bar Energia têm dançarinas mas esconde os quartos na cave. Separados por paredes e equipados por camas de casal e não poderiam ser decorados de outra maneira: colchão de cetim vermelho (que cliché), mesas de cabeceira estilo Manuelino que escondem as mais diversas fantasias e por fim, não muito importante, o véu que cai sobre a cama, dando a sensação de um sonho de princesa mas na verdade, é só para maravilhar a vista de quem paga pelo corpo das melhores bailarinas do Energia. Não era a única a ter o mesmo serviço. Ao todo, éramos dez raparigas. Todas diferentes mas com a mesma história: seduzidas pelo Jen e retiradas aos pais mas só eu, a Cassie é que não deixou de o amar. Quando passei a viver nas mãos deles, havia duas raparigas da mesma idade que eu. A Lila e a Shelly. Tinhamos o mesmo sonho: dançar ballet. Desde que nos vimos pela primeira vez que nos apoiamos incondicionalmente e quando conseguir sair daqui, caso saía sozinha, nunca as deixarei para trás! Prometemos entre nós que voltaríamos para buscar quem, de nós ficasse para trás. A Lila era muito bonita. Alta, corpo esbelto, olhos grandes e azuis, cabelo preto e liso. Uma deusa. O coração do homem que a vislumbra-se batia mais depressa ao vê-la dançar. A Shelly, bem a Shelly tinha traços russos, os quais herdou do avô e possuía um cabelo dourado, um sorriso que nos transmitia mistério e curiosidade e além disso, uma cor branca que ela não gostava muito e que em segredo, disfarçava com blush. Além da sua beleza invejável, é uma mulher inteligente e dotada de um humor negro enquanto que a Lila é a típica mulher que fantasia e adora contos em que começam com o típico 'Era uma vez' e acabam com o 'Fim' e há anos que ela me confidencia que sonha e ansia com toda a sua força interior pelo beijo do príncipe encantado que a retirará deste sono profundo em que é uma bailarina de cabaret e paga pelo sexo. Eu, Cassie sou a mais realista e porque sei que quando sair deste lugar será por mérito próprio e não porque um homem me salvou das garras do lobo mau pois acredito piamente que por baixo da pele de cordeiro, vive um lobo mau. Partilho do mesmo tipo de humor com a Shelly, o que faz com que partilhemos mais e não pondo de parte a Lila. Os turnos por vezes, são diferentes e à vezes em que enfrentamos a noite completamente sozinhas e apenas temos que contar connosco e é nessas noites que o meu ódio por ti aumenta, dear Jen. É nestas noites em que tenho momentos de fraqueza e lágrimas borram a pintura e contornam as minhas bochechas de menina. Batem à porta, é o Jen. Avisa-me que o meu melhor cliente chegou. Está na hora de corrigir a maquilhagem, responder com a voz limpa que « se ele me quer, que espere », salientar o decote e praticar o sorriso, o olhar sedutor ao espelho e puxar pela auto-confiança que entretanto me fugiu, puxar por ela e colocá-la a cem por cento. Estava na hora de colher o que me obrigaram a plantar. »
[inventado e continuará]
quarta-feira, setembro 28
Selfish

Variadas vezes, até demais, sou acusada de Egoísta. A meu ver, se ser egoísta é pensar em nós de vez em quando ,bem andam a consultar o dicionário errado. Tenho a mania de me preocupar com os outros, de colocar o meu bem estar para depois mas ás vezes, tenho um rasgo súbito de lucidez que me acorda e me faz ser egoísta. Faz parte. Mas só decoram esses meus momentos de egoísmo, sou logo crucificada por ter pensado em mim, por momentos. É irónico. Há escolhas que devemos tomar tendo apenas como base o que realmente queremos e é para nós e não para o outro, como por exemplo, o curso a seguir, a carreira de sonho. Isso é uma escolha que devemos fazer pensando em nós e não se vamos ficar separados daqueles amigos que nos acompanham desde sempre, se vamos ficar muito longe de casa … e por entre outras razões que agora não me ocorrem. Está em jogo a nossa felicidade e realização pessoal e não é algo que podes deixar para trás devido a outras pessoas porque essas irão fazer o que gostam e não se irão preocupar com a tua felicidade. E nisto, vamos parar ao «amor». Sempre ouvi que este tinha a fama de ser egoísta e é verdade. Quando estás apaixonada, sentes-te bem e deixas de ter aquele olho para quando amigos teus estão mal ou até deixas mesmo de estar tanto tempo com eles pois estás apaixonada. Já cometi este triste erro de colocar alguém como prioridade quando eu era apenas a última opção e perdi amigos. Mas isso já é egoísmo a mais …
E ser a última opção, mesmo não sabendo, torna-se deveras doloroso. Amar e não ser correspondida, fingir que tudo está bem quando tudo está do avesso é um verdadeiro calvário. Se dizem que ser egoísta é um defeito, experimentem o agridoce sabor de serem ignorados mesmo quando essa pessoa está ao vosso lado. Experimentem o sabor acre de ele falar para todos os amigos, soltar longas gargalhadas e contar coisas que não esperavas sequer ouvir nem imaginavas. Experimentem depois de todos os amigos saírem, levar uma carrada de impropérios sobre eles, queixas, segredos que não deveriam ser-me contados e um beijo tão falso quanto a pessoa que o acabara de fazer. Não é doloroso. É asqueroso. Chega até ser “nojento” ter-me envolvido com alguém tão oco, tão insensível e leviano.
Mais doloroso ainda é olhar para todas as pessoas que me apoiavam, que me faziam sorrir e estavam sempre a velar por mim, afastarem-se de mim como se eu fosse um repelente, não me esboçando sequer um sorriso falso. Ignorando-me, simplesmente continuando a sua marcha até a um local bem afastado de nós. Tentei diversas vezes esgueirar-me dele mas a sua mão segurava-me tão firmemente que até chegava a magoar.
Certo dia pensei acerca do egoísmo. Egoísmo não é pensar única e exclusivamente em mim! É uma forma de me sentir bem e, ao contrário dos meus princípios, eu não me estava a sentir nada bem naquela condição. Iria, definitivamente, ser egoísta, deixar aquele maltrapilho que já me irritava, levar a minha vida como sempre levei e, indiscutivelmente, reaver os meus amigos porque esses sim! Esses eram aqueles que me faziam falta e não um macambúzio com a mania que era de raça superior. Que se dane o facto de ser egoísta ou não! Não quero renegar aquilo que sou só porque os outros o dizem. Sou egoísta e serei até ao meu amargo final.
em parceria com: Hayley Nya*
ps: é, ando a recuperar textos em parceria para este blogue.
Só assim a tom de não ficar assustadas(os), estou a deixar de seguir os blogues em que me aparece sobre o software malicioso por uma questão de segurança, estou a guardar os links para que mais tarde quando o problema seja resolvido, possa continuar a seguir. É simples de resolver, por exemplo, contador de visitas - basta eliminá-lo ou verificar o código. Espero que isto se resolva rapidamente .
beijo, Cassandra
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