segunda-feira, julho 22

karma

A dor que se instala ao saber do teu passado, do que passaste para chegares onde estás, do que fizeram de ti e ver-te vacilar ao avistar quem te fez mal. Querida, deste a volta por cima. Conseguiste apesar de tudo. Devias sentir-te bem contigo mesma e não ficares como ficas quando os vês. Eles já não te podem tocar... É certo que memórias são despoletadas mas não dá para apagar. Apenas tens que entendê-las, aceitar o que te aconteceu e seguir em frente porque tu mereces e fizeste por isso. Karma is a bitch e um dia, as coisas vão ficar equilibradas.

domingo, julho 21

desassossego XXII

111.
     Todo o homem de hoje, em quem a estatura moral e o relevo intelectual não sejam de pigmeu ou de charro, ama, quando ama, com o amor romântico.
     O amor romântico é um produto extremo de séculos sobre séculos de influência cristã; e, tanto quanto à sua substância, como quanto à sequência do seu desenvolvimento, pode ser dado a conhecer a quem não o perceba comparando-o com uma veste, ou traje, que a alma ou a imaginação fabriquem para com ele vestir as criaturas, que acaso apareçam, e o espírito ache que lhes cabe.
     Mas todo o traje, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em quem o vestimos.
     O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.

sábado, julho 20

É oficial


... o primeiro ano está concluído. O ano de caloira chegou ao fim. O ano de adaptação foi bem sucedido. E aprendi imenso, aprendi! Sinto que fiz o meu melhor e sei onde melhorar. É tão bom sentir-me assim. Sinto-me finalmente concretizada. E com um único objectivo: acabar o curso mas com notoriedade. Não é limitar-me a acabar o curso... É agora que se faz o profissional que iremos ser no futuro porque os maus vícios são fáceis de combater agora. Estou de mente aberta e pronta a aprender. Nunca me senti assim e acreditem... é a melhor sensação de sempre, a que eu procurava.
E apresento-vos a música que tem alimentado o meu espírito. Obrigado Inn, por me teres apresentado a Wings, que é outra música pela qual me apaixonei. 

sábado, julho 13

Estamos a afastar-nos? Será mutuo? Damn it!

sexta-feira, julho 12

Incrível como as pessoas que nos enchem o tempo da vida académica quando vão à sua vida, eu sinto saudades. Tinha mesmo saudades vossas. Especialmente tuas, Peter. Tão perto e tão longe

quarta-feira, julho 3

raios de sol na pele

Só para dizer que depois de a semana ter começado com o carro avariado, o meio da semana acabou comigo na piscina! A apanhar os primeiros raios de sol, a fazer a minha pele feliz... ah e a alma também!

sexta-feira, junho 28

Eu chego num passo apressado mas assim que te vejo, o coração quase que salta e paro, eu paro para apreciar a maneira como sorris para mim quando me vês. És a minha adrenalina, Tarzan

quinta-feira, junho 27

some lovely stuff about the other me

Como pura Gemiana alguns dias para mim, são de 8 a 80. Confesso, sou bipolar. As vezes, volto atrás nas minhas decisões, nas minhas atitudes. Sou assim! Não consigo evitar-me, como é óbvio. Mas eu podia usar a minha bipolaridade a meu favor mas nesses dias, como hoje... fico alérgica a pessoas, fico impaciente, são todos uns burros e por aí... cito todo o tipo de impropérios e maldades. Sou má nestes dias! E não excluí família e nem o namorado fica a salvo. É como o meu cérebro deixa-se de perceber o certo e o errado. Fico mesmo rabugenta. Fico insegura e sou incerta. E quando estes dias passam... sinto vergonha da pessoa que viveu esses dias. Custa até crer que sou eu e infelizmente, sou eu. Resta-me domar o meu mau génio. 
Cassandra Lovelace

sábado, junho 22

desassossego XXI

93.
     Em mim foi sempre menor a intensidade das sensações que a intensidade da consciência delas. Sofri sempre mais com a consciência de estar sofrendo que com o sofrimento de que tinha consciência.
     A vida das minhas emoções mudou-se, de origem, para as salas do pensamento, e ali vivi sempre mais amplamente o conhecimento emotivo da vida.
     E como o pensamento, quando alberga a emoção, se torna mais exigente que ela, o regime de consciência, em que passei a viver o que sentia, tornava-me mais quotidiana, mais epidérmica, mais titilante a maneira como sentia.
     Criei-me eco e abismo, pensando. Multipliquei-me aprofundando-me. O mais pequeno episódio - uma alteração saindo da luz, a queda enrolada de uma folha seca, a pétala que se despega amarelecida, a voz do outro lado do muro ou os passos de quem a diz juntos aos de quem a deve escutar, o portão entreaberto da quinta velha, o pátio abrindo com um arco das casas aglomeradas ao luar - todas estas coisas, que me não pertencem, prendem-me a meditação sensível com laços de ressonância e de saudade. Em cada uma dessas sensações sou outro, renovo-me dolorosamente em cada impressão indefinida. Vivo de impressões que me não pertencem, perdulário de renúncias, outro no modo como sou eu.
Livro do Desassossego, Fernando Pessoa

Monsters

Eu só sigo gente awesome e aqui a Inn, mostrou-me uma coisa mesmo fofa - Create-A-Monster - cliquem!
E aqui está o meu e o da Inn é ESTE