sexta-feira, janeiro 31

damn you

Se calhar estou a começar a esquecer-te... já não me lembro da matrícula do teu carro. O carro que muitas vezes nos levou juntos.

domingo, janeiro 19

Como é que se esquece alguém se ama?

« Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.»

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

terça-feira, janeiro 14

i still think of you and all the shit you put me through

Sou apenas um monte de ossos, carne e uma alma a vaguear... eu perdi o meu propósito de vida. Pensava eu quando soube da tua nova aquisição loira, mais bonita que eu. Uma coisa é pensar que ainda estás por aí, que talvez podíamos voltar apesar da tua ignorância à minha pessoa. Outra é saber que alguém está a fazer-te feliz, que alguém agora dorme do lado da cama que outrora foi meu. Queria poder-te dizer o quanto estou magoada... Queria mas não o vou fazer. Não sóbria.

Cass

terça-feira, dezembro 10

1º dia de estágio... oh deus!
Apesar de tudo, estou tão feliz *.*

quinta-feira, novembro 21

Deeper



You are so brave and quiet I forget you are suffering.
— Ernest Hemingway

sábado, novembro 16

alívio (momentâneo)

Posso respirar por um tempo... Posso dedicar-me a alimentar a minha alma com música, com livros, com séries.. basicamente com o que eu mais gosto de fazer!! Não posso esquecer o estudar... Daqui a pouco, vou dar um grande passo, um enorme passo... espero que não seja maior do que a minha perna se não vou esbardalhar-me toda!
E vou , finalmente ter tempo para me perder nos vossos cantinhos *.*


terça-feira, novembro 12

dizem que é a última semana do semestre

É tempo para um último esforço. Hibernei. Só espero que o meu cérebro contribuía para o meu esforço sobrenatural.

sexta-feira, novembro 1

já (...)

Estava eu quase a começar a estudar quando decidi vir ao blogue e tive a feliz ideia de ir ver o post deste mesmo dia mas do início do blogue... tinha 3 posts mas este é definitivamente o que ainda se traduz actualmente na minha vida. Afinal o tempo não mudou muita coisa ...



« Já não acredito em finais felizes. Já não acredito em 'felizes para sempre'. Já não acredito facilmente nas palavras, elas podem esconder a face mais horrível de uma pessoa. Já não acredito em Deus. Já não acredito na força de vontade. Já acreditei mais em 'mudar'. Já fui influenciável. Já sei em quem confiar a minha vida e por quem devo colocar as mãos no fogo. Já sei que as pessoas são egoístas e que nada fazem pelos outros sem que isso também os favoreça. Aprendi com a minha mãe a dar sem esperar que devolvam mas durante muito tempo chorei por quem não devolveu o que eu lhe dei e não pedi pela mesma medida. Já li e criei contos de fadas. Já me partiram o coração com a mais pequena mentira mas que pôs em questão tudo o que eu tinha definido e acreditado. De mim, só podem esperar 'porquês'. De mim, não devem esperar nada até eu dar mas depois não acreditem que o faça 'sempre'. Já fui uma cabra insensível e tratei pessoas abaixo de cão mas hoje, acredito que mereciam! Já ignorei a ajuda de pessoas que apenas queriam o meu bem. Já aceitei a ajuda de pessoas que apenas tencionavam empurrar ainda mais para baixo no buraco. Já errei e irei errar sempre. Irei sempre errar na escolha e decisão mas hei-de sempre resolver à minha maneira e de maneira a que chore o menos possível. Já fiz tanta coisa e apenas me arrependo daquelas em que magoei terceiros desnecessariamente. Não me arrependo de me magoar, de bater com a cabeça pois só irei aprender com isso e sobreviver. Já acreditei cegamente em alguém que me manipulou mas também se arrependeu de tal coisa. Simplesmente, deixei de acreditar em certas coisas e noutras acredito cegamente mas sei que mais cedo ou mais tarde, irei constatar que fui, mais uma vez, iludida! Aquilo que julgava que era, revelou-se. Iremos sempre errar. Estou farta de ter medo mas há coisas em que temos que acertar à primeira pois está em jogo o nosso futuro, a nossa vida. Está em jogo tudo o que é precioso e de ouro para mim. Por último, já não acredito em promessas e é, neste ponto que me arrependo mas apenas, já não consigo acreditar!
E é assim que irá ser. »

Cassandra Lovelace

quinta-feira, outubro 31

E assim do nada já só faltam duas semanas para o fim do semestre. Como o tempo nos faz rasteiras!

domingo, outubro 27

cliché de tempo e amor


"Num suspiro, ela recorda cada momento como se a vida dela fosse acabar naquele momento. E sorri com tudo o que chorou e sorri ainda mais com todo o sorriso que lançou ao mundo e que lhe foi retribuído. E assim, ela sabe que viveu."

E é verdade quando dizem que não damos pela felicidade, que ela é momentânea porque só damos conta que ela esteve no nosso coração quando os olhos choram de desgosto. É da natureza humana só dar valor quando já passou. Quando já está num passado e não muito recente mas já passou e o ser humano arrepende-se! Do que fez, do que não fez e mesmo até do meio que fez, do "podia ter dado mais", do "talvez isto não é o meu melhor", do "talvez seja mais forte do que penso"  ...
E tal como só nos lembramos de um bom argumento após a discussão ter passado... só nos lembramos de fazer isto ou aquilo por outro caminho quando percorremos todo o outro caminho e deu errado mas, infelizmente e normalmente, não podemos voltar atrás e refazer esse caminho. Mas (como sempre há um mas), há situações em que damos tudo de nós mas mesmo tudo de nós e o feedback que recebemos é negativo e saber que demos tudo!? Eu cá duvido de mim mas se calhar, na verdade eu fiz tudo o que havia a fazer e a outra pessoa perdeu essa oportunidade. Se voltaria a fazer o mesmo ou mais (sim, porque tinha muito mais para dar!) ?? Não sei. Não sei porque a outra pessoa foi-se. Foi-se da minha vida e agora já não sinto tanto a falta dela... Como em tão pouco tempo, tive que criar uma outra rotina que não a que eu conhecia e fazia com gosto. Como em tão pouco tempo, o meu mundo deixou de te incluir nele. Passaste para fora do meu círculo. E lamento! Lamento que não me tenhas aproveitado como sempre quis que o fizesses. Eu podia dar-te tudo! Eu era realmente tua (que cliché!). Agora eu sinto que dei tudo e que nada voltou a mim. Sinto que não voltarei a entregar-me assim a alguém... Não estou traumatizada mas foi demais. Expus-me demais e saí a perder. Como se alguém saísse a ganhar no que toca ao amor... Que tola a ideia do que é o amor. Agora, apenas crio amizades e cuido das que já tenho... Mas eu sei... eu sei que vivi e ainda vivo. 
Cassandra Lovelace