sexta-feira, fevereiro 14

A ideia por trás deste dia é inocente mas o Homem tende a destruir isso... e já à algum tempo que dias como este são como etiqueta - fica bem. Tal como o Natal, tal como o dia do pai, da mãe, do irmão, do avó, da avó e por aí adiante. A prenda devia ser amor, respeito mútuo, adaptação e aceitação. Um constante trabalho a dois para serem um. Não é um dia que desfaz todo o mal feito nos restantes dias do ano. Cheira a falso. E além disso, apela ao consumismo desnecessário. É óbvio que há maneiras de surpreender o/a amado/a, desde a mais simples à mais complexa mas não precisa de ser neste dia. Façam-no todos os dias, com pequenos gestos. E aos solteiros, aproveitem o dia como todos os outros. Não se sintam mal por não terem alguém para partilhar este dia. Há coisas piores que não ter namorado/a. 
Só há dois motivos verdadeiramente sólidos para sorrir: por tudo e por nada.

 in "O Livro dos Loucos", de Pedro Chagas Freitas

Ultimamente, é por nada. 

quinta-feira, fevereiro 13

desassossego XXIV

60. 
 Intervalo doloroso

 Se me perguntardes se sou feliz, responder-vos-ei que o não sou.

Livro do Desassossego, Fernando Pessoa
Espero-te chegar, se me vier.
Porque são duas da manhã e o meu cérebro está alienado
The Doors

quarta-feira, fevereiro 12

Foder é perto de te amar, se eu não ficar perto.

terça-feira, fevereiro 11

desassossego XXIII


136.
 O peso de sentir! O peso de ter que sentir!

Livro do Desassossego, Fernando Pessoa
Adoro dormir mas também adoro ficar acordada pela madrugada a dentro. Não podia ser de outra maneira. E infelizmente, não posso fazer os dois ao mesmo tempo.

domingo, fevereiro 9

caminho

Desde oito de junho de 2010 que ando nestas andanças. Ausento-me por longos períodos mas acabo sempre mas sempre por voltar. É o bem que isto me faz. Liberta-me, seja a Cassandra, o pseudónimo, seja a outra do mundo não virtual.

sábado, fevereiro 8

engole sapos

Precisamos dos outros. Temos que obrigatoriamente aguentar os outros. Não dá para viver/sobreviver sem teres que depender de um certo modo de alguém. Desde à pessoa que dá emprego à pessoa que compra o que vendes. Desde os teus pais ao gato gordo que nos aquece no Inverno. E só esse factor gera mil e um conflitos. E porra estou cansada de conflitos. Okay, eu não ouvi o que disseste enquanto ia no elevador rodeada de gente com conversas paralelas. Okay, tu soubeste lembrar-me das compras, dos ganchos que precisavas à última da hora e que eu fui desenrascar-te. Fui despedir-me de ti porque apesar de no momento estar fula contigo, não consigo ignorar-te a esse ponto. Esqueces-te das malas e eu não ouvi o que disseste. E hoje todo um desenrolar de situações levou a conflitos, a resposta na ponta da língua e a ser intransigente. Odeio ser intransigente. E tudo porque dependias de mim para que as coisas se desenrolam-se na tua vida. E foste, oh foste um pouco ingrata. Eu podia ignorar-te mas não o fiz porque és a minha irmã, a que eu irei proteger mesmo estando fula até à ponta dos cabelos contigo. E colocares a culpa em mim?! Uma má decisão. Muito má decisão. Agora, aguenta e cara alegre!