segunda-feira, março 3

És um crime à minha porta.
E eu convidei-te a entrar.
Agora, faz-me um favor, Jeremias!? Mata-me outra vez.

terça-feira, fevereiro 25

Convite

E mais uma noite de insónia quando eu preciso de dormir. Se, ao menos, fosse produtiva mas nem isso. O meu cérebro foca-se nas coisas triviais mas que me dão um gozo enorme. Não me deixa dormir. Fico nesta corda bamba. E tu, oh tu! Sacana de um raio. Gosto disso. És terrível. Gosto disso. Posso ser "estranha". Posso atrofiar com alguém. Claramente, eu gosto disso. E acredito que é recíproco. E sim, eu aceito o teu convite para jogar!

segunda-feira, fevereiro 24

sexta-feira, fevereiro 21

Agora que me fodeste a cabeça, fode-me o corpo.
Cheguei a casa, sóbria. Devíamos encarar a vida bêbedos. Bêbedos na alma, um sorriso de que nada importa. Com apenas ter a merda da preocupação de aproveitar o que temos agora. Porque no momento a seguir podemos estar de cabeça aterrada na almofada e com o estômago corroído.

sábado, fevereiro 15

Devíamos tentar outras conversas. "Conversas"

Quando chover, não fechem as janelas. Deixem-nas abertas, encostem-se e sintam. Sintam a chuva na vossa face. Apenas, sintam. 

Cass

sexta-feira, fevereiro 14

A ideia por trás deste dia é inocente mas o Homem tende a destruir isso... e já à algum tempo que dias como este são como etiqueta - fica bem. Tal como o Natal, tal como o dia do pai, da mãe, do irmão, do avó, da avó e por aí adiante. A prenda devia ser amor, respeito mútuo, adaptação e aceitação. Um constante trabalho a dois para serem um. Não é um dia que desfaz todo o mal feito nos restantes dias do ano. Cheira a falso. E além disso, apela ao consumismo desnecessário. É óbvio que há maneiras de surpreender o/a amado/a, desde a mais simples à mais complexa mas não precisa de ser neste dia. Façam-no todos os dias, com pequenos gestos. E aos solteiros, aproveitem o dia como todos os outros. Não se sintam mal por não terem alguém para partilhar este dia. Há coisas piores que não ter namorado/a. 
Só há dois motivos verdadeiramente sólidos para sorrir: por tudo e por nada.

 in "O Livro dos Loucos", de Pedro Chagas Freitas

Ultimamente, é por nada. 

quinta-feira, fevereiro 13

desassossego XXIV

60. 
 Intervalo doloroso

 Se me perguntardes se sou feliz, responder-vos-ei que o não sou.

Livro do Desassossego, Fernando Pessoa