quinta-feira, maio 15

(verdade) nua e crua.

Tenho saudades dos nossos encontros corpo a corpo. 
Nu. 
Lembra-me outra vez porque tivemos que parar? 
Oh, é verdade... estava a (des)fazer-me em amores por ti.
Já cortámos "isto" em dois. Só falta esquecer, Jeremias.
Dá-me a tua melhor faca para cortarmos isto em dois e amanhã esquecer.

rendez-vous au prochain règlement

Queria morrer afogada em música, em praia, em séries, em viagens e por fim, em amor. Ainda quero. Num canto qualquer do mundo. Mantêm o pés no chão, Cass e trabalha para isso. Sai dessa inércia que te suga dia após dia. SAI!

Estou a afogar-me em Linda Martini.
Hoje preciso de mim

quarta-feira, maio 14

Fui programado para me vir
vou fazê-la sorrir
foge foge bandido, uma historinha
Podia mas não devo.
Naquela noite, devíamos ter dito "Adeus" e não "Até já", Tarzan.

desassossego XXVII

329. 
Pensaste já, ó Outra, quão invisíveis somos uns para os outros? Meditaste já em quanto nos desconhecemos? Vemo-nos e não nos vemos. Ouvimo-nos e cada um escuta apenas uma voz que está dentro de si. As palavras dos outros são erros do nosso ouvir, naufrágios do nosso entender. Com que confiança cremos no nosso sentido das palavras dos outros. Sabem-nos a morte, volúpias que outros põem em palavras. Lemos volúpia e vida no que outros deixam cair dos lábios sem intenção de dar sentido profundo. A voz dos regatos que interpretas, pura explicadora, a voz das árvores onde pomos sentido no seu murmúrio - ah, meu amor ignoto, quanto tudo isso é nós e fantasias tudo de cinza que se escoa pelas grades da nossa cela!

terça-feira, maio 13

Chama alguém que eu não estou bem.

Sentada aqui, num sitío qualquer que seja aqui... Apenas estou de presença.
Eles passam e não me veem. Também não interessa que me vejam. Não me interessa, de verdade. O barulho estridente da máquina de café sobressai-se por entre a música ambiente e as conversas alheias e nessa linha, concluí: Estou em dor. Sou a dor. A minha e a dos outros. O que eu puder ser, eu sou. Inconscientemente, procuro sentir e ser. Não há mais nada que me force a estar numa dimensão dita real. Mas não é real... para mim. Desejava que esta dor fosse mais fácil de domar. Estou a perder. Não gosto do cheiro da nicotina nas minhas pequenas e gorduchas mãos. Irónico como contínuo a fazer questão de a inalar mesmo que este não me anule nem me traga nada de novo. Eles continuam a passar e agora cortam-me o inconsciente. São conhecidos, afinal. De por aí... caras que se cruzam e que por algum motivo a minha consciência retêm. Devem ter algo. Ou sou eu que não tenho nada... além do cheiro a tabaco e o constante desejo de ter a tua ausente presença.

segunda-feira, maio 12

açúcar
tu para mim não és mais
do que açúcar
e eu queria tanto estar contigo
podia até ser por baixo de ti

Acorda Mulher, Foge Foge Bandido
Bastava um dia pra mostrar quem sou,
Embora ignore agora com quem vou.
Mas vejo um fim tão mau não vês que em mim tudo é maior?
Hoje o desejo amanhã nasce o ódio em mim
Tudo é maior!

A Dama do Sinal, Ornatos Violeta