"Tenho feito os possíveis e impossíveis para não cairmos naquela típica rotina dos casais e creio que tu também estás nessa luta interior e então, por vezes estamos a ganhar e outras quase que perdemos e a rotina instala-se mas o amor e a paixão mantêm-se apesar, do facto de que já nos conhecermos bem não ajuda muito! Oh como adoro aqueles meses de descoberta um do outro, aqueles jogos! Sempre apreciei aqueles meses iniciais e penso que devem manter-se durante o tempo em que estamos juntos! Ou seja, que o jogo deve manter-se. Nós não falamos um com o outro o dia inteiro, não dizemos a toda a hora 'amo-te', não fazemos as vontades um do outro, dissemos o que pensamos mesmo sabendo que as nossas palavras podem magoar-nos, por vezes estamos em completa sintonia, detestamos (quase) as mesmas coisas, gostamos (quase) as mesmas coisas! Ás vezes, chego a pensar que não te dou o carinho e atenção que tu mereces mas afinal, tu apenas precisas do que te dou e nada mais porque acredito que se te desse demais... se fossemos unha com carne e sempre a falar, iríamos fartar um do outro e não quero isso porque simplesmente gostamos demasiado um do outro e não quero que a merda da rotina nos assombre! Quero acreditar que somos a excepção! E temos sido a excepção, o diferente e devido a isso, já lá vão uns bons meses. Óptimos meses ao teu lado e com ainda mais certezas em relação ao que sinto e ao que sentes por mim. Nós somos diferentes e ninguém têm o direito de julgar, falar ou até mesmo tentar prejudicar-nos. Eu amo-te, meu amor e não, não te prometo um ‘para sempre’ porque tal coisa não existe! Apenas te digo, que neste momento, eu amo-te … mais que ontem e menos que amanhã mas amo-te e isso é que interessa!"
6 comentários:
Acabaste de me descrever, sem tirar nem pôr. Sinto exactamente o mesmo, digo exactamente as mesmas palavras e também eu não acredito no "para sempre", acredito numa relação que se constrói e mantêm baseando-se no amor. Nada é para sempre, porque tudo um dia acaba por ter de ter fim.
Resta-nos aproveitar enquanto dura :)
ahah, fica tranquila que o meu é muiiito pior ahahahahah
Obrigada por me dares o e-mail *-*
Em primeiro lugar tenho de agradecer-te pelo teu comentário. Gosto quando alguém me diz aquilo que o texto a fez pensar. Sabe sempre bem ter conversas sérias e adultas. E sinto-me grata por saber que me vais seguir assiduamente, estás sempre à vontade para comentar, seja a opinião boa ou má, só assim posso evoluir.
Isto responde em parte à tua pergunta de curiosidade. Desde a escola primária que tenho esta paixão e a minha professora disse-me no final dos quatro anos que eu não iria ser dentista como dizia, ia ser professora ou escritora. Influenciada ou não por ela, estou agora no último ano da licenciatura de educação básica e quero um dia editar um livro. O que faço para cumprir o sonho? Escrevo para mim mesma, tento superar-me e avalio-me. Sou a pessoa mais crítica que conheço no que diz respeito aos meus trabalhos, nunca estou feliz, nem nunca são perfeitos. Mas essa constante dúvida faz-me evoluir e sonhar que um dia poderá mesmo acontecer o que mais desejo.
Relativamente à última parte do teu comentário: a rotina combate-se criando novas rotinas. Sempre que me sinto presa não temo dizer que algo tem de mudar. Já o disse várias vezes e isso só tem tornado os meses cada vez melhores. A aventura e a descoberta não precisam acabar logo. Ainda hoje, ao fim de treze meses, consigo descobrir coisas novas e é disso que uma relação, seja de que carácter for, precisa. Se já soubermos tudo qual seria a graça de observar atentamente quem nos acompanha?
E sim, concordo com a tua última frase. Aproveitar o tempo que temos com alguém não significa usar e abusar dela. Há que respeitar o espaço e a felicidade do outro. Acima de tudo, serei feliz se quem amo estiver feliz também. Sempre fui assim e tentarei que sempre seja.
Beijos, Pi.
Fico à espera então dos teus comentários construtivos que me farão melhorar e um dia conseguir ter um livro nas bancas para o qual vais olhar e saber que contribuíste! Se serão centenas? Só o tempo o dirá ;) Continuarei sem dúvida a escrever em primeiro lugar para mim, porque eu, melhor que ninguém sentirei aquilo que escrevo e colocarei em palavras sentimentos bons e maus. Sentimentos comuns às pessoas mas que nem todas têm coragem de admitir.
Desde que entrei para o ensino superior que me preparei mentalmente para trabalhar dentro da área da educação, fosse onde fosse. Mas a paixão pelos livros provavelmente irá aliar-se à paixão pelas crianças e quem sabe se não serei uma escritora de livros infantis. É uma vertente a explorar :)
Eu, admito perante toda a gente, que sou bastante cabeça no ar e por vezes não reparo em pequenos pormenores. Além disso se num momento estou bem, no outro logo a seguir posso estar no pior dia da minha vida. Talvez por essa razão não sejam muitas as pessoas que me "aturam", muito menos aquelas que podem dizer que me conhecem. Gosto de ser uma caixa cheia de surpresas que vão sendo descobertas e mantêm a outra pessoa interessada, tal como gosto que não me mostrem logo tudo. Gosto de ir descobrindo ao longo dos tempos.
Acho, sinceramente, que nunca conseguiremos conhecer uma pessoa a 100%. Há sempre algo que escapa ou que não é mostrado. Mas talvez isso seja algo bom, manter-se-á o sentimento de curiosidade. Resta esperar que esse "pedaço" escondido não gere desconfianças, mas sim um sentimento bom de evolução e descoberta.
Cassandra, penso ser uma luta após alguns meses uma relação não cair na rotina. Porque no início são os jogos, as descobertas, mas depois, já se conhece a pessoa o suficiente para que, se não cuidar, tudo se torne monótono. É bom saber que esteja tentando (não sei se é uma história verídica ou fictícia), mas acho que é importante todos os que estão comprometidos tentarem. Ultimamente se vê casais que parecem-se meros desconhecidos.
Agradeço pela força que vem dando ao meu projeto e aguardo sua resposta ao concurso. :)
adorei e concordo completamente (:
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