A minha mãe é uma pessoa bastante persistente e não descansou enquanto não me levou a fazer uma sessão. Andava em stress, em pânico e um pouco apreensiva por causa dos exames e por vezes, disto resultava discussões desnecessárias e simplesmente explodia. Andava com muita raiva acumulada devido ao esforço que fazia e depois não era compensada por isso.. o que é bastante frustrante. Simplesmente, andava com os nervos à flor da pele.
E isto tudo durante semanas! Foi a primeira fase depois a frustração dos resultados e depois tive que pôr mãos à obra para a segunda fase e aí decidi ir. Decidi dispensar uma hora para ir. Confesso que estava céptica em ir mas não porque não acreditava de que poderia resultar mas que achava que conseguiria ultrapassar isto tudo sozinha. Esta ideia aliada com o meu orgulho fez-me duvidar mas como também tinha o bichinho de saber como era e via a minha mãe chegar a casa com outra calma, com outro olhar diante do mundo, decidi satisfazer a curiosidade e engolir o orgulho porque por vezes, nós precisamos de ajuda e pedir não devia ser tão difícil. Entrei na garagem improvisada de consultório e amei à primeira vista o design, um ambiente caloroso, com cores apelativas. Havia quadros na parede dos diplomas de curso da Doutora e ao lado destes, quadros com imagens de pontos nas orelhas. O sitio onde fui centra-se essencialmente nos pontos das orelhas mas também não dispensa os outros. A Drª pediu-me para lhe falar sobre o que me ia na alma, o que sentia e descarreguei tudo. E nesse momento, ela soube que pontos onde colocar as agulhas. Colocou-me uma agulha entre os olhos, doeu! Confesso que doeu e ela disse logo 'Estás muito tensa. Relaxa!' De seguida, colocou-me uma agulha um pouco abaixo do joelho em cada perna e colocou duas acima do umbigo mas não se ficou por aqui... Pôs-me uma em cada mão, entre o polegar e o indicador. Comecei logo a sentir o efeito. É uma sensação incrível. Parece que todo aquele pessimismo e revolta saí pelas agulhas, por vezes tinha espasmos nas pernas. A agulha da testa foi acompanhada por um íman. Exercia uma pressão sem explicação. Ainda hoje estou a tentar perceber o que aconteceu naquela garagem. Ela colocou uma música muito calma e oriental e deixou-me sozinha durante uns 20 minutos. Foi o suficiente para me acalmar. Fiquei completamente drogada mas sem medicamento algum. É certo que o estudo se fez com outro olhar, com outra calma. Confesso que ajudou-me. Mas como aquilo foi só para me aliviar um pouco da pressão do estudo... ela colocou-me uma cápsula no peito com um adesivo que a pele absorvia o óleo que esta tinha, ela disse que ia actuar ao nível do timo. Confesso que não sei que raio para ali fez mas que resulta lá isso resulta. Por fim, colocou-me umas agulhas pequenas em pontos que iam afectar o meu cérebro na orelha. Essencialmente para me acalmar. E assim fui fazer os meus exames. E aconselho vivamente, foi uma experiência espectacular e tão cedo não vou deixar de lá ir!
Cassandra Lovelace

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