Tenho um problema com o compromisso. Admito que me é difícil também, por sua vez, estabelecer prioridades. Nunca sei o que fará mais sentido fazer primeiro porque naquele momento ambas as coisas têm que ser feitas e assim sendo sou acusada de não saber estabelecer prioridades e de facilitar a vida. Eu quero lutar contra este defeito, um entre muitos que possuo mas que neste momento afecta-me muito mais do que os outros que se calhar, são mais feitio do que defeito. Vou deixar de fugir ao assunto em questão.. O problema está que tenho tendência a fugir dos problemas mas também tenho tendência a arregaçar as mangas e a enfrentá-los como um forcado enfrenta os cornos de um touro. Tudo depende do que eu defino com a pergunta 'Será que vale a pena?' E quando fujo é quando os problemas estão intitulados como 'não vale a pena' e assim é a arrumação que faço na minha cabeça. Umas vezes faço 'Ámen' a tudo e mais alguma coisa e outras vezes, revolto-me de uma maneira que diria extremamente extravagante. Sou medrosa e destemida, sou insegura e determinada. Depende puramente do problema e também da sua classificação aos meus olhos. Agora falemos da parte em que a classificação que faço provoca problemas com a minha mãe porque para a minha mãe tudo vale a pena. Tudo irá fazer diferença. E por vezes as ideias colidem como dois átomos à velocidade da luz. Estou farta de ver as minhas decisões questionadas como se não ponderasse cada consequência. Não posso andar sempre a perguntar à mãe o que será melhor fazer... tenho que fazer as minhas escolhas. E é esta independência que nos dá mais problemas e dores de cabeça.
Quando falho o que prometi tento compensar na medida em que o que farei tem que obrigatoriamente que superar a promessa que fiz! Por isso, a cada promessa que faço pondero se realmente terei capacidade, meios e tempo para o fazer.. porque se já sei de antemão de que não vou cumprir, porque raio dar-me ao trabalho de prometer?! Não faz sentido! E no entanto, a última promessa que fiz deu para o torto. Desencadeou uma lista infinita de reacções que provocaram angustia e tristeza à mãe e agora que estou a pensar nisto, acabou por ser minha culpa. Independentemente do resto, eu desencadeie tudo, eu é que tirei os alicerces, já fracos, do nosso chão! E agora lutamos para sobreviver como família. Nunca é unicamente uma situação que provoca sofrimento mas sim o rolo que se foi acumulando desde que fui feita naquela noite de outono. Eu acabei por desencadear tudo. E não estou a fazer-me de coitada nem nada que se pareça pois cabe-me a mim também resolver isto... Cabe-me a mim mudar a minha atitude e maneira de estar. Sou demasiado passiva e deixo ficar para o dia de amanhã aquilo que deveria fazer hoje ... diria até que tenho personalidade de Homem mas num corpo e pensamentos femininos. Deixo andar e pode ser que tudo melhore sem que tenha de confrontar as pessoas em questão... Será como se nunca tivesse acontecido! Mas na verdade nunca é.. porque depois a paciência esgotasse e tudo vem à superfície e nesse momento, a explosão iguala-se ao nível de uma bomba nuclear.. São ideais, educações, tempos de infância diferentes, maneiras de encarar a vida diferentes a imporem-se, a querer sobrepor-se de modo a avistar tudo e todos de cima para baixo! Quase como na vida animal, 'ou matas ou morres' e não querendo levar à letra mas é o que resume estes últimos tempos. O sentido de entre-ajuda desapareceu ou é raro encontrar como o petróleo irá ser daqui a uns anos... ou então teremos que comprar pois já ninguém dá nada a ninguém sem segundas intenções, sem esperar que o outro faça também algo por nós. É preciso desconfiar e até mesmo de quem partilha o mesmo sangue pois a mesquinhez e falta de honestidade não ficam à porta de casa. E por fim, tenho perfeita consciência de que por mais que eu bata com a cabeça na parede, por mais que veja os outros a matarem-se por algo, irei fazer sempre os meus erros porque não há nada como aprender com as nossas feridas.. e sobretudo pensar antes de agir. Que é algo que escasseia para estes lados. E assim, confesso que sou culpada.
Quando falho o que prometi tento compensar na medida em que o que farei tem que obrigatoriamente que superar a promessa que fiz! Por isso, a cada promessa que faço pondero se realmente terei capacidade, meios e tempo para o fazer.. porque se já sei de antemão de que não vou cumprir, porque raio dar-me ao trabalho de prometer?! Não faz sentido! E no entanto, a última promessa que fiz deu para o torto. Desencadeou uma lista infinita de reacções que provocaram angustia e tristeza à mãe e agora que estou a pensar nisto, acabou por ser minha culpa. Independentemente do resto, eu desencadeie tudo, eu é que tirei os alicerces, já fracos, do nosso chão! E agora lutamos para sobreviver como família. Nunca é unicamente uma situação que provoca sofrimento mas sim o rolo que se foi acumulando desde que fui feita naquela noite de outono. Eu acabei por desencadear tudo. E não estou a fazer-me de coitada nem nada que se pareça pois cabe-me a mim também resolver isto... Cabe-me a mim mudar a minha atitude e maneira de estar. Sou demasiado passiva e deixo ficar para o dia de amanhã aquilo que deveria fazer hoje ... diria até que tenho personalidade de Homem mas num corpo e pensamentos femininos. Deixo andar e pode ser que tudo melhore sem que tenha de confrontar as pessoas em questão... Será como se nunca tivesse acontecido! Mas na verdade nunca é.. porque depois a paciência esgotasse e tudo vem à superfície e nesse momento, a explosão iguala-se ao nível de uma bomba nuclear.. São ideais, educações, tempos de infância diferentes, maneiras de encarar a vida diferentes a imporem-se, a querer sobrepor-se de modo a avistar tudo e todos de cima para baixo! Quase como na vida animal, 'ou matas ou morres' e não querendo levar à letra mas é o que resume estes últimos tempos. O sentido de entre-ajuda desapareceu ou é raro encontrar como o petróleo irá ser daqui a uns anos... ou então teremos que comprar pois já ninguém dá nada a ninguém sem segundas intenções, sem esperar que o outro faça também algo por nós. É preciso desconfiar e até mesmo de quem partilha o mesmo sangue pois a mesquinhez e falta de honestidade não ficam à porta de casa. E por fim, tenho perfeita consciência de que por mais que eu bata com a cabeça na parede, por mais que veja os outros a matarem-se por algo, irei fazer sempre os meus erros porque não há nada como aprender com as nossas feridas.. e sobretudo pensar antes de agir. Que é algo que escasseia para estes lados. E assim, confesso que sou culpada.
Cassandra Lovelace
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