terça-feira, dezembro 9

o mundo lá fora

Acordei aos tropeções. Embrulhei-me nos lençóis e tal não foi a guerra para sair... Por momentos, mostrei derrota. Não quero sair, sussurrei baixinho para que a minha mãe não me ouvisse. O outro eu respondeu Mas, tens que ir. Prometes-te! e lá sai eu, meio cambaleante. Quando transpus a porta, um frio polar afastou os meus (curtos) cabelos e arrepiei-me até à ponta dos pés. A outra voz disse prontamente, eu sei que prometi mas isto não é condição para se andar na rua. Lá a outra respondeu, sem mas. Vai! Não foi para isto que ficaste? Amuei. Sim, tal criança de 5 anos. Amuei e segui o meu caminho porque não é agora que vou agradecer à minha outra eu por me ter obrigado a sair da cama. Será ao fim do dia quando me sentar em frente à lareira e aquele sentimento de dever comprido surgir. É essa recompensa.

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