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Acordei sobressaltada com o som estridente do despertador. 7 am. Senti-me assustada e com o coração aos saltos. Acabei por concluir que tinha estado a sonhar. Fechei os olhos num esforço de me fazer recordar o sonho e acabei por ter um flash do mesmo.
Eu via-me correr. Não estava no meu corpo mas sentia a adrenalina da corrida, o desespero e a dor causada por cada passo no asfalto. Sabia apenas que tinha que correr pois alguém me perseguia. Ganhei coragem e olhei para trás. Chen, proferi como um suspiro. O seu rosto deformado pela raiva, os olhos negros e sedentos de vingança deram-me pujança para correr ainda mais depressa. Deram-me força. Obriguei-me a abrir os olhos pois já não me lembrava de mais nada. Dirigi-me à casa de banho para um duche rápido e pensei 'Foi só um sonho, Alice! Um sonho!'. Vesti-me rapidamente e olhei o relógio de pulso. 7h30 am. Num salto, peguei nas chaves e na outra mão, a minha única mala. Já no rés-do-chão, cumprimentei o senhorio e avisei-o da minha estadia em Portugal.
- Miss, be careful! - proferiu com uma expressão soturna.
- Don'te worry, Mr Nack. I'll be back - proclamei, sorrindo com a sua preocupação paternal.
Chamei um táxi que me levou ao aeroporto. Mal dei dois passos, constatei que este estava a abarrotar de gente. 'Mau dia para viajar' pensei. Depois de muitos encontrões e pedidos de desculpa, consegui fazer o check in e embarcar. O voo irá ser longo e por isso, decidi que iria pôr ideias em ordem, planear a minha estadia e por fim, dormir um pouco. Antes de cair num sono leve, decidi que não voltaria para o meu apartamento mas que iria dirigir-me à casa de Emma. Visitaria Jen na prisão. O Ballet ficaria para segundo plano, pelo menos durante a minha estadia em Portugal. Decidi também procurar por Maggie. E o que não consegui decidir foi a duração da minha estadia, tudo iria depender do tempo a que demoraria a resolver certas questões... Se calhar até o bebé de Emma nascer. Depois de comer alguma coisa, peguei num livro de bolso e comecei a devorá-lo.
O tempo de viagem passou-se e confesso que foi doloroso. Por fim, já tinha aterrado. Deambulei à procura da minha mala e quando a encontrei apressei-me a sair do aeroporto.
Dei um assobio alto mas eficaz e num gesto rápido entrei num táxi e proferi a morada de Emma e num recorde de tempo absurdo devido ao pé pesado do taxista, estava eu defronte a um portão magistral e de cor esverdeada a separar-me de uma bela mansão. Confesso que fiquei admirada com tamanha magnitude e luxo mas lá caí na realidade e aproximei-me de um intercomunicador e toquei à campainha. Esperei meramente uns segundos quando uma voz grave se fez ouvir no intercomunicador:
- Mansão La Fontaine, que deseja?
- La Fontaine? Se calhar enganei-me na morada. Sabe dizer-me onde mora Emma Werkraft?
- Werkraft? Ah, a Senhora. Sim, sim mas esse é o apelido de solteira da Senhora. Agora, a Semhora é La Fontaine.
- Bem, afinal, não me enganei. O meu nome é Alice Van der Vall e creio que a Emma me espera.
- Certo, Miss Alice. Vou apresentá-la.
Assim que o Senhor proferiu estas palavras, deixei de ouvir a partir do intercomunicador. Tentava, pondo-me em bicos de pés, observar a mansão que se avistava a uns 50 metros do imponente portão que separava a propriedade La Fontaine da rua quando ouço o ranger irritante do portão a abrir-se. Peguei na minha mala e ao ver o quanto que tinha de andar, inspirei fundo e ganhei coragem para caminhar sobre o sol escaldante e a gravilha branca como neve.
Já de frente para a imponente casa, deslumbrei Emm a descer as escadas num passo apressado e com um semblante redondo. Estava linda naquela fase da gravidez e num salto, atirou-se para os meus braços.
Emma - Oh Alice, estás tão linda! Estás diferente!
Alice - E tu, estás grávida!! Como foi isso acontecer?
Emma - Queres que te faça um desenho? - proferiu gesticulando com uma mão um buraco e com a outra, esticou um dedo.
Soltámos um gargalhada em uníssono e mais uns quantos abraços quando o Sam apareceu atrás dela com um sorriso de orelha a orelha.
Alice - Meu deus, Sam! Estás muito diferente. Estás paternal!
Sam - Ahah, que piada, Alice! Estava eu no escritório e distraíram-me com tanto grito de histeria e calculei que tivesses chegado.
Alice - Mas, eu não vos avisei que vinha!
Emma - Alice, o meu marido é dono do aeroporto! Por isso, foste apanhada!
Alice - A sério?
Sam - Sim, rapariga! E sim, também estás muito diferente. Estás com uma postura mais elegante! Vá, conta-nos o que andaste a fazer por Nova Iorque?
Emma- Sam, ela deve estar cansada. Vamos deixa-la descansar.
Alice - Na verdade, não estou!
Sam - Então, vamos entrando! Não vamos ficar à porta de casa.
Alice - Casa? Mansão! Ahah
Sam agarrou na minha mala contra a minha vontade e ia à nossa frente enquanto Emma me contava fofoquises.
Emma - Sim e como te estava a dizer, ela agora divorciou-se e pronto. Mas já anda na noite. E os filhos ficam em casa.
Deixei de a ouvir assim que pus o pé no hall de entrada. Fiquei apaixonada pela mesa que se situava mesmo no meio do cenário, tinha três estátuas. O cego, surdo e mudo personificadas em crianças. Emma continuava a debitar as novidades mas fiquei de queixo caído com a mobília em volta. Parecia tudo ser do séc.XVI e eu sou apaixonada por essa altura. Continuei a seguir Sam enquanto Emma proclamou que iria ver de algo para lancharmos e este levou-me ao quarto de visitas. E se me apaixonei pelo hall de entrada, então pelo quarto não sei o que aconteceu.
Sam- Espero que gostes! Não é nada de luxuoso mas isto era um sótão como podes reparar e decidimos fazer mais um andar para cima para esse efeito e deixar este andar para os quartos. Alice, estás a ouvir-me?
Alice- Ahm... sim, estou. Adoro! Adoro o que fizeste com esta casa.
Sam- Fizemos! Quer dizer, eu paguei e mobilei juntamente com uns amigos mas como sabes foi a Emma que escolheu tudo!
Alice- A sério? Está tudo perfeito!
Sam- Sabes, ela é decoradora de interiores por isso, tem o seu mérito.
Alice- A sério? Eu não sabia! Na carta ela só contou do casamento, do bebé e do sonho dela.
Sam- Qual sonho?
Alice- Ahm, já não me lembro lá muito bem, Sam!
Sam- Então, porque vieste?
Alice- Achei que estava na altura de voltar. Nem que fosse só para assistir ao nascimento do bebé.
Sam- Alice, é um rapaz.
Alice- Parabéns!
Sam- Bem, a Emma já está a chamar por nós. Deixo aqui a tua mala ao lado da cama e vamos comer alguma coisa.
Alice- Bem, eu já desço. Vou só à casa de banho.
Sam- Para não te perderes, assim que desceres as escadas viraste para a frente das escadas e andas um pouco, viras à esquerda e depois andas uns cinco metros e pronto.
Alice- Só isso?
Sam- Sim! Não fiz disto um labirinto. Bem, ate já.
Assim que Sam saiu do quarto, de um salto atirei-me para cima da cama para testar o colchão! 'Perfeito' proferi com um sorriso largo. E reparei no espelho em frente à cama, olhei-me e estava um desastre. Tinha umas olheiras enorme e o cabelo cheio de volume. Decidi ir à casa de banho refrescar-me e mudar de roupa. Num instante, estava já a descer as escadas e segui em frente. Virei à esquerda e abri a porta. Estranhei ver uma secretária, um sofá e umas estantes cheias de livros.
- Porra, estou no escritório dele!
Decidi dar uma olhada nos livros e ver se algum me interessava, quando vi um dossier com o nome 'Energia' e a primeira coisa que me veio à cabeça foi o bar. Ouvi chamarem por mim e decidi sair do escritório e mostrar-me.
Emma- Então, não ouviste a explicação do Sam?
Alice- Sim ouvi mas distraída como sou, em vez de virar-me de frente para as escadas, continuei em frente.
Emma- Aquele é o escritório do pai do Sam.
Alice- Mas eles vivem convosco?
Emma- Não, claro que não. Mas quando ele vêm cá, o Sam e ele vão para lá. E é só o pai dele. A mãe de Sam morreu à uns meses de cancro da mama.
Alice- Lamento!
Emma- Bem, reparaste no caminho? Ou terei que andar a mostrar-te a casa?
Alice- Acho que deves mostrar-me a casa mas só depois de devorar este bolo de chocolate e o chá.
(Eles voltaram e desta vez é para pôr um fim e Continua!)
Já de frente para a imponente casa, deslumbrei Emm a descer as escadas num passo apressado e com um semblante redondo. Estava linda naquela fase da gravidez e num salto, atirou-se para os meus braços.
Emma - Oh Alice, estás tão linda! Estás diferente!
Alice - E tu, estás grávida!! Como foi isso acontecer?
Emma - Queres que te faça um desenho? - proferiu gesticulando com uma mão um buraco e com a outra, esticou um dedo.
Soltámos um gargalhada em uníssono e mais uns quantos abraços quando o Sam apareceu atrás dela com um sorriso de orelha a orelha.
Alice - Meu deus, Sam! Estás muito diferente. Estás paternal!
Sam - Ahah, que piada, Alice! Estava eu no escritório e distraíram-me com tanto grito de histeria e calculei que tivesses chegado.
Alice - Mas, eu não vos avisei que vinha!
Emma - Alice, o meu marido é dono do aeroporto! Por isso, foste apanhada!
Alice - A sério?
Sam - Sim, rapariga! E sim, também estás muito diferente. Estás com uma postura mais elegante! Vá, conta-nos o que andaste a fazer por Nova Iorque?
Emma- Sam, ela deve estar cansada. Vamos deixa-la descansar.
Alice - Na verdade, não estou!
Sam - Então, vamos entrando! Não vamos ficar à porta de casa.
Alice - Casa? Mansão! Ahah
Sam agarrou na minha mala contra a minha vontade e ia à nossa frente enquanto Emma me contava fofoquises.
Emma - Sim e como te estava a dizer, ela agora divorciou-se e pronto. Mas já anda na noite. E os filhos ficam em casa.
Deixei de a ouvir assim que pus o pé no hall de entrada. Fiquei apaixonada pela mesa que se situava mesmo no meio do cenário, tinha três estátuas. O cego, surdo e mudo personificadas em crianças. Emma continuava a debitar as novidades mas fiquei de queixo caído com a mobília em volta. Parecia tudo ser do séc.XVI e eu sou apaixonada por essa altura. Continuei a seguir Sam enquanto Emma proclamou que iria ver de algo para lancharmos e este levou-me ao quarto de visitas. E se me apaixonei pelo hall de entrada, então pelo quarto não sei o que aconteceu.
Sam- Espero que gostes! Não é nada de luxuoso mas isto era um sótão como podes reparar e decidimos fazer mais um andar para cima para esse efeito e deixar este andar para os quartos. Alice, estás a ouvir-me?
Alice- Ahm... sim, estou. Adoro! Adoro o que fizeste com esta casa.
Sam- Fizemos! Quer dizer, eu paguei e mobilei juntamente com uns amigos mas como sabes foi a Emma que escolheu tudo!
Alice- A sério? Está tudo perfeito!
Sam- Sabes, ela é decoradora de interiores por isso, tem o seu mérito.
Alice- A sério? Eu não sabia! Na carta ela só contou do casamento, do bebé e do sonho dela.
Sam- Qual sonho?
Alice- Ahm, já não me lembro lá muito bem, Sam!
Sam- Então, porque vieste?
Alice- Achei que estava na altura de voltar. Nem que fosse só para assistir ao nascimento do bebé.
Sam- Alice, é um rapaz.
Alice- Parabéns!
Sam- Bem, a Emma já está a chamar por nós. Deixo aqui a tua mala ao lado da cama e vamos comer alguma coisa.
Alice- Bem, eu já desço. Vou só à casa de banho.
Sam- Para não te perderes, assim que desceres as escadas viraste para a frente das escadas e andas um pouco, viras à esquerda e depois andas uns cinco metros e pronto.
Alice- Só isso?
Sam- Sim! Não fiz disto um labirinto. Bem, ate já.
Assim que Sam saiu do quarto, de um salto atirei-me para cima da cama para testar o colchão! 'Perfeito' proferi com um sorriso largo. E reparei no espelho em frente à cama, olhei-me e estava um desastre. Tinha umas olheiras enorme e o cabelo cheio de volume. Decidi ir à casa de banho refrescar-me e mudar de roupa. Num instante, estava já a descer as escadas e segui em frente. Virei à esquerda e abri a porta. Estranhei ver uma secretária, um sofá e umas estantes cheias de livros.
- Porra, estou no escritório dele!
Decidi dar uma olhada nos livros e ver se algum me interessava, quando vi um dossier com o nome 'Energia' e a primeira coisa que me veio à cabeça foi o bar. Ouvi chamarem por mim e decidi sair do escritório e mostrar-me.
Emma- Então, não ouviste a explicação do Sam?
Alice- Sim ouvi mas distraída como sou, em vez de virar-me de frente para as escadas, continuei em frente.
Emma- Aquele é o escritório do pai do Sam.
Alice- Mas eles vivem convosco?
Emma- Não, claro que não. Mas quando ele vêm cá, o Sam e ele vão para lá. E é só o pai dele. A mãe de Sam morreu à uns meses de cancro da mama.
Alice- Lamento!
Emma- Bem, reparaste no caminho? Ou terei que andar a mostrar-te a casa?
Alice- Acho que deves mostrar-me a casa mas só depois de devorar este bolo de chocolate e o chá.
(Eles voltaram e desta vez é para pôr um fim e Continua!)
Cassandra Lovelace

5 comentários:
Acho que não acompanhei esta história desde o início mas tenho que o fazer, sem dúvida nenhuma. Fiquei curiosa quanto ao dossier que ela descobriu e desconfio que isso irá influenciar os próximos capítulos! Vou ficar à espera :D
tu escreves imenso! oh também estou curiosa para ver a próxima temporada. e os dragões são demais!
eu gosto muito da série. mas para te ser sincera o que mais gosto, é a história que ela conta, todas aquelas vestes que eles usam e as paisagens e todo aquele enlace, mas depois não gosto nada daquela vida de escravos, de temperamentos, etc etc :$
sim, de facto é isso. e cada vez menos conto de mim a quem não devia e finalmente abri os olhos. é mesmo assim a vida!
aquilo tem um bom acompanhamento de tudo, seja música, séries e outras coisas
Como eu te invejo, não tens noção! 3 cavalos? Oh meu Deus! Que sonho! Também tenho o sonho de viver numa herdade no Alentejo, era o que fazia se ganhasse o euromilhões :p
E muito obrigada por todos os elogios :)
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